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Entendimento do papel da glutaminase 2 para a progressão tumoral

Processo: 16/06625-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de julho de 2016
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Química de Macromoléculas
Pesquisador responsável:Sandra Martha Gomes Dias
Beneficiário:Ana Carolina Paschoalini Mafra
Instituição-sede: Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (Brasil). Campinas , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):16/23301-4 - Influência de glutaminase 2 na interação entre tumores e macrófagos e no processo de metástase, BE.EP.DD
Assunto(s):Glutaminase   Imunoprecipitação   Metabolismo   Neoplasias mamárias   Progressão da doença   Proliferação celular   Expressão gênica

Resumo

O câncer é uma doença que tem como principal característica a contínua proliferação celular. Para sustentar a alta taxa proliferativa, células tumorais apresentam demanda aumentada por precursores biossintéticos usados na síntese de macromoléculas que irão compor as células filhas. Para tanto, tumores consomem uma grande quantidade de glicose e glutamina, principalmente. O aumento no consumo de glutamina, além de contribuir para a formação dos precursores biossintéticos, está relacionado com a progressão tumoral. A enzima que cataboliza a glutamina em glutamato, glutaminase, é codificada por dois genes, GLS e GLS2. O papel pró-oncogênico de GLS1 tem sido mostrado por vários trabalhos de maneira unânime. Em contrapartida, GLS2 mostrou ter papel ambíguo, comportando-se como supressor de tumor em alguns contextos e pró-tumoral em outros. Achados recentes do grupo, no qual esta proposta se insere, apontam para um papel pró-tumoral de GLS2 em tumores de mama. Em específico, análises de bioinformática feitas de tumores de mama de pacientes obtidos da plataforma The Cancer Genome Atlas (TCGA) revelaram pior sobrevida de pacientes cujos tumores possuíam expressão maior de GLS2, se comparados aos pacientes com alta expressão de GLS ou sem alteração na expressão de glutaminases. Ao avaliar genes diferencialmente expressos entre tecidos tumorais com alta expressão de GLS2 versus tecidos com baixa expressão de GLS2, foram identificados, pelo software MetaCore, diversas vias potencialmente envolvidas com a progressão tumoral significativamente afetadas. Dentre elas, destacam-se vias que poderiam aumentar o potencial invasivo e metastático dos tumores. Em adição, verificamos que linhagens do subtipo TN basal-like, mais agressivo, apresentam expressão aumentada de GLS2. Por fim, estudos preliminares de enxertos xenográficos mostraram que a expressão ectópica de GLS2 (isoforma GAB) aumentou a formação de metástase pulmonar de células da linhagem MDA-MB-231. Tendo estas observações em vista, o principal objetivo deste trabalho é investigar se há relação entre o aumento de expressão de GLS2 (ou seu knockdown) com a expressão dos genes identificados nas vias descritas pelo MetaCore, empregando-se de linhagens celulares como modelo de estudo. Além, vamos verificar se a expressão ectópica de GLS2 (ou seu knockdown) se relaciona com potencial invasivo das linhagens em modelos de estudo in vitro. Por fim, vamos procurar identificar, por ensaio de imunoprecipitação seguido de espectrometria de massas, as proteínas que interagem com GLS2 e que poderiam estar ligadas ao processo de metástase. Pretendemos identificar neste trabalho o mecanismo por detrás da ação pró-tumoral de GLS2 em tumores de mama, informação que poderá ser útil para delinear terapias futuras. (AU)