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Caracterização da microbiota intestinal isolada das fezes de pacientes com Doença de Crohn e celíaca e correlação com citocinas inflamatórias

Processo: 16/05764-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2016
Vigência (Término): 30 de junho de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia
Pesquisador responsável:Gislane Lelis Vilela de Oliveira
Beneficiário:Nauyta Naomi Campos Takaoka
Instituição-sede: Faculdade de Ciências da Saúde de Barretos Dr Paulo Prata (FACISB). Barretos , SP, Brasil
Assunto(s):Doença de Crohn   Doença celíaca   Microbioma gastrointestinal   Resposta imune   Citocinas   Fezes   Ensaio de imunoadsorção enzimática   Reação em cadeia por polimerase (PCR)   Inquéritos e questionários   Estudos soroepidemiológicos

Resumo

Nos seres humanos, mais de cem trilhões de microrganismos, principalmente bactérias, colonizam o trato oral-gastrointestinal, e a grande maioria destes residem na porção distal do intestino e compreendem a chamada microbiota. As contribuições mais importantes da microbiota ao hospedeiro incluem a digestão e fermentação de carboidratos, produção de vitaminas B e K, desenvolvimento de tecidos linfoides associados à mucosa, polarização de respostas imunes específicas e a prevenção da colonização por patógenos. No entanto, quando essa relação de mutualismo entre hospedeiro e comensal é interrompida, a microbiota intestinal pode causar ou contribuir para o desenvolvimento de doenças infecciosas, inflamatórias e autoimunes. Portanto, o objetivo deste trabalho será caracterizar a microbiota intestinal isolada das fezes de pacientes com doença de Crohn e celíaca e correlacionar com citocinas inflamatórias. Todos os participantes assinarão o termo de consentimento livre e esclarecido e responderão à um questionário sócio-epidemiológico. As amostras de fezes serão colhidas pelos próprios pacientes e controles ou familiares em frascos coletores universais, após identificação e esclarecimentos a respeito da coleta. Dados clínicos tais como forma clínica das doenças, escores clínicos, manifestações extraintestinais, presença de autoanticorpos na doença celíaca e tratamento medicamentoso serão registrados. O DNA bacteriano será extraído das fezes utilizando kit comercial e a caracterização microbiota será realizada por PCR em tempo real utilizando primers específicos para grupos bacterianos. A dosagem de citocinas inflamatórias, tais como TNF, IL-1², IL-6, IFN-³, IL-17A e IL-22, serão quantificadas por ensaios de ELISA. Os resultados da microbiota de pacientes e controles serão analisados utilizando teste t de Mann-Whitney e as correlações dos resultados da microbiota com níveis de citocinas e dados clínicos serão avaliadas pelo teste de Spearman. Esperamos encontrar diferenças na composição da microbiota intestinal de pacientes com doença de Crohn e celíaca em relação aos indivíduos sadios e, possíveis correlações com os níveis plasmáticos de citocinas inflamatórias e dados clínicos. Estudos adicionais são necessários, visto que não há trabalhos no Brasil visando estudar a disbiose em doenças inflamatórias intestinais e, possivelmente no futuro, a prevenção e tratamento da doença de Crohn e celíaca envolva intervenções direcionadas para a modulação da microbiota intestinal, como forma de controle de infecções, da autoimunidade e manutenção da homeostase no trato gastrointestinal.

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