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Estudo da frequência de mutação no ARMC5 em nódulos incidentais da suprarrenal associados ao hipercortisolismo subclínico

Processo: 15/06146-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2016
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Maria Candida Barisson Villares Fragoso
Beneficiário:Beatriz Marinho de Paula Mariani
Instituição-sede: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/50192-9 - Avanços na compreensão da fisiopatologia da hiperplasia macronodular adrenocortical primária - PMAH (GP-PMAH), AP.TEM

Resumo

O incidentaloma suprarrenal (IS) define uma gama de entidades patológicas, cuja característica comum é a descoberta incidental, inadvertida de uma massa ou nódulo suprarrenal maior do que 1 cm, durante a investigação de imagem radiológica não relacionada à patologias da suprarrenal. O IS é um diagnóstico cada vez mais frequente devido ao avanço tecnológico, a maior disponibilidade de recursos para exames de imagens à população, tais como: ultrassonografia (USG), tomografia computadorizada (CT) (40) e ressonância magnética (RM) (41, 42). Embora seja uma entidade conhecida há mais de três décadas, o IS vem ganhando importância, principalmente no que se refere ao seu diagnóstico e seguimento clínico (38, 39). A incidência de achados incidentais nos exames de USG, CT/RM está ao redor de 1,9% a 4%, respectivamente. Um levantamento da clínica Mayo de 61.054 CT, entre os anos de 1985 e 1990, 4% destas apresentaram IS, sendo que 15% destes eram bilaterais. Outro aspecto importante é a correlação entre a idade cronológica e o percentual de pacientes com nódulos suprarrenais nos exames de imagem, principalmente a partir dos 50 anos (4%) e aos 70 anos (7%). (23,24).Em um grande levantamento da Universidade de Turin (n=376 IS), os adenomas do córtex suprarrenal representaram a histologia mais frequente (mais de 50%) e em cerca de mais de 30 % destes pacientes o hipercortisolismo subclínico foi estabelecido. O hipercortisolismo subclínico ou síndrome de Cushing subclínica (SCS), inclui um espectro amplo de apresentação clínica. Esta heterogeneidade fenotípica está relacionada principalmente com a secreção de cortisol e com a sensibilidade individual ao glicocorticoide. Recentemente, nosso grupo (4) identificou em uma família com Hiperplasia Macronodular Adrenocortical Primária (PMAH), carreadora da mutação germinativa do gene ARMC5, que 38% dos afetados apresentavam nódulos unilaterais. Este achado abre um grande questionamento se o diagnóstico de PMAH está subestimado neste grande grupo de pacientes com nódulos acidentais unilaterais e hipercortisolismo subclínico, podendo corresponder a uma fase inicial ou assincrônica da PMAH. Outro aspecto ainda não pesquisado é se mutações somáticas poderiam ser associadas ao desenvolvimento desses nódulos unilaterais, a exemplo do gene supressor tumoral TP53, cujas mutações podem estar presentes na linhagem germinativa ou somente somática. O objetivo deste projeto visa responder a essas questões.