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A verdade do eu é um outro: paisagem, deserto e alteridade em Isabelle Eberhardt

Processo: 16/07735-4
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 02 de dezembro de 2016
Vigência (Término): 01 de março de 2017
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História Moderna e Contemporânea
Pesquisador responsável:Amilcar Torrão Filho
Beneficiário:Amilcar Torrão Filho
Anfitrião: Marta Segarra Montaner
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Sociais. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Universitat de Barcelona (UB), Espanha  
Assunto(s):Historiografia   Alteridade   Deserto   Relações de gênero

Resumo

Isabelle Eberhardt (1877-1904) é uma das viajantes do século XIX que desperta mais interesse da crítica e da historiografia. Seus diários, inéditos até sua morte trágica numa inundação no deserto argelino, propõem diversos problemas para o gênero da literatura de viagem. Uma reconstrução de gênero, ao serem narrados muitas vezes na voz masculina, já que ela própria perambulava pelo deserto vestida de homem; uma relação intrincada e problemática com a alteridade, em suas relações com os nativos e com o poder colonial francês, ao qual se opunha, mas com o qual também colaborou por sua amizade com o Marechal Lyautey; uma relação complexa com a paisagem do deserto argelino, que lhe serve muitas vezes para elaborar uma personagem mística e martirizada. Este projeto pretende interpretar seus diários de viagem como a paisagem argelina, este sertão africano, e seu travestismos, servem para a elaboração de sua performatividade de gênero e de suas relações com a alteridade no mundo colonial e muçulmano.