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Pesquisa do Paracoccidioides brasiliensis e espécies relacionadas em tocas de corujas-buraqueiras

Processo: 16/06077-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2016
Vigência (Término): 31 de julho de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Pesquisador responsável:Eduardo Bagagli
Beneficiário:Danielle Hamae Yamauchi
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Ecologia   Micologia   Paracoccidioides lutzii   Paracoccidioides brasiliensis   Onygenales   Pesquisa   Técnicas in vitro   Estudos ecológicos

Resumo

Fungos do gênero Paracoccidioides, Ordem Onygenales (Ascomycota), são responsáveis por uma das mais importantes micoses sistêmicas da America Latina: a Paracoccidioidomicose (PCM). As duas espécies descritas (Paracoccidioides brasiliensis e P. lutzii) são ainda pouco compreendidas em seus aspectos ecológicos, tal como os seus nichos ecológicos, locais de ocorrência ambiental e formas de infecção. P. brasiliensis é isolado frequentemente de órgãos de tatus e detectados molecularmente em materiais de tocas destes animais, sendo considerado o hospedeiro silvestre do fungo. Condições ambientais peculiares destas tocas, como temperaturas mais amenas e estáveis, proteção contra irradiação solar, ventos e outras intempéries, associados à provável presença de restos animais (fezes, queratina e outras proteínas de origem animal) e matéria orgânica em decomposição são consideradas como fatores facilitadoras ao desenvolvimento destes fungos, caracteristicamente exigentes e de crescimento lento. Poderiam outros tipos de tocas também desempenhar papel semelhante? Aves como a coruja-buraqueira, Athenia cunicularia, também constrói seus ninhos cavando tocas no solo, onde acumulam materiais orgânicos de origem animal. Assim, neste trabalho pretendemos averiguar a possível presença de fungos do gênero Paracoccidioides, bem como espécies relacionadas da ordem Onygenales, nas tocas destas aves, utilizando-se de técnicas de cultivo tradicional e detecção molecular. Esperamos assim obter dados que possam levar a uma maior compreensão da biologia e ecologia destes fungos e suas associações com animais, mapeando mais precisamente as áreas de riscos de forma a auxiliar na adoção de medidas de prevenção a novas infecções.