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Busca por protetores contra radiação ultravioleta em cianobactérias cocóides terrestres da Mata Atlântica, SP, Brasil

Processo: 16/09106-4
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 15 de agosto de 2016
Vigência (Término): 14 de novembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica - Botânica Aplicada
Pesquisador responsável:Célia Leite SantAnna
Beneficiário:Watson Arantes Gama Júnior
Supervisor no Exterior: Ferran Garcia-Pichel
Instituição-sede: Instituto de Botânica. Secretaria do Meio Ambiente (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Arizona State University, Tempe (ASU), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:12/16430-1 - Caracterização molecular e fenotípica de gêneros das famílias Synechococcaceae e Chroococcaceae (Cyanobacteria) de ambientes terrestres da Mata Atlântica, SP, Brasil, BP.DR
Assunto(s):Bioprospecção   Raios ultravioleta   Protetores solares

Resumo

A radiação ultravioleta (UV) (comprimento de onda <400 nm) é bastante danosa aos seres vivos, devido ao seu poder ionizante que afeta o DNA e produz espécies reativas de oxigênio (ERO). Porém, vários organismos podem produzir escudos de proteção contra radiação UV e as cianobactérias são alguns desses produtores. Presentes na Terra desde antes da formação da camada de Ozônio, as cianobactérias tiveram um longo para evoluírem. Além disso, elas têm sido expostas a vários intemperes que as têm direcionado para o desenvolvimento de adaptações fisiológicas potentes. Uma prova disso é a capacidade de produção de dois fotoprotetores principais: variantes de aminoácidos de micosporinas (MAAs) e scytoneminas. O primeiro pode ser encontrado em vários organismos, e o último é produzido exclusivamente por cianobactérias. Contudo, apenas algumas linhagens de cianobactérias foram estudadas quanto a produção desses protetores e as cianobactérias cocóides terrestres apresentam um grande potencial em produzi-los: primeiramente, porque apresentam um grande produção de mucilagem, a maioria delas colorida, o que é um indicador da presença de scytonemina; em segundo lugar, os ambientes terrestres, como rochas, cascas de árvores e solos, podem ser considerados ambientes extremos e organismos que ali vivem devem ser adaptados aos intemperes inerentes a este tipo de ambiente. Assim, o nosso objetivo principal é investigar a capacidade de linhagens de cianobactérias cocóides na produção de MAAs e scytonemina. Todas as cepas foram isoladas da Mata Atlântica, SP, Brasil. Ambos os métodos de análise são baseados em espectrometria, sendo utilizado como solventes de extração o metanol para os MAAs e a acetona para scytonemina. (AU)