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Avaliação da atividade eletrofisiológica in vivo do hipocampo de ratos após manipulação farmacológica de canais de junções comunicantes

Processo: 16/12814-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de julho de 2016
Vigência (Término): 31 de julho de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Alexandre Hiroaki Kihara
Beneficiário:Larissa Marques da Silva
Instituição-sede: Centro de Matemática, Computação e Cognição (CMCC). Universidade Federal do ABC (UFABC). Ministério da Educação (Brasil). Santo André , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/16711-6 - Relação entre acoplamento celular e microRNAs no desenvolvimento, adaptação e degeneração do sistema nervoso, AP.R
Assunto(s):Neurociências   Ratos   Eletrodos   Hipocampo

Resumo

A atividade elétrica de populações de neurônios gera oscilações que refletem o comportamento coletivo destas células. As oscilações dos potenciais elétricos em diferentes faixas de frequências, entre 0,5 até 600 Hz, são muitas vezes utilizadas como marcadores de diversos estados cognitivos e patológicos. Dentre os mais clássicos métodos de aquisição do potencial gerado pelo campo elétrico resultante da atividade neuronal estão o eletroencefalograma (EEG), que registra o potencial de campo elétrico obtido através de eletrodos colocados sobre o escalpo, o eletrocorticograma (ECoG), que monitora o potencial de campo elétrico obtido por meio de eletrodos localizados na superfície cortical e o potencial de campo local (LFP, local field potential) obtido a partir de eletrodos inseridos no espaço extracelular (Buzsaki et al., 2012). Todos os processos iônicos, incluindo potenciais de ação, potenciais pós-sinápticos excitatórios e inibitórios, sinapses elétricas e até interações neurônio-glia contribuem para a geração do potencial extracelular (Buzsaki et al., 2012). Deste modo, a compreensão da contribuição de cada um destes fatores na geração do potencial extracelular pode fornecer informações importantes sobre a comunicação neuronal e do comportamento coletivo de neurônios em processos fisiológicos e patológicos.O envolvimento dos canais de junções comunicantes (JC, formados por proteínas denominadas conexinas - Cxs) na sincronização das oscilações neuronais tem sido cada vez mais evidenciado, mostrando a importância de sinapses elétricas no modelamento da atividade elétrica neuronal. Ao passo que muitas propriedades relacionadas à plasticidade de sinapses químicas são conhecidas, a quantidade de informações sobre plasticidade de sinapses elétricas é ainda pequena. Utilizando um modelo de ativação neuronal in vivo induzido por pilocarpina, avaliaremos a contribuição destes canais para a sincronização das oscilações neuronais em faixas de frequências específicas por meio de registros eletrofisiológicos in vivo combinados com o uso de drogas que atuam em canais de JC.