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Epilepsia e exercício físico no sexo feminino e sua influência na prole: estudo em modelo experimental

Processo: 16/08514-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2016
Vigência (Término): 15 de janeiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Ricardo Mario Arida
Beneficiário:Glauber Menezes Lopim
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):17/25405-4 - Epilepsia e exercício físico em fêmeas e sua influência na prole: estudo em um modelo experimental, BE.EP.DR
Assunto(s):Fármacos neuroprotetores   Gravidez   Epilepsia   Exercício físico   Neurologia   Mulheres   Saúde da mulher

Resumo

Associações de estratégias antiepileptogênicas e neuroprotetoras para a prevenção e tratamento da epilepsia têm sido constantemente investigadas. Neste sentido, o exercício físico tem sido considerado um candidato em potencial como terapia complementar para a epilepsia. Efeitos benéficos do exercício físico em pessoas com epilepsia têm sido amplamente demonstrados, como redução da susceptibilidade às crises, melhora da qualidade de vida e redução da ansiedade e depressão. Estudos em modelos animais de epilepsia têm investigado os mecanismos pelos quais o exercício interfere neste processo. Apesar da influência positiva do exercício físico na epilepsia, não existe informação consistente na literatura se estes benefícios são totalmente aplicados ao sexo feminino. Este aspecto é de grande importância tendo em vista que disfunções reprodutivas e distúrbios endócrinos são comuns em mulheres com epilepsia. A proposta da primeira parte deste projeto será verificar o efeito de programas de exercício físico aeróbio na epileptogênese, na frequência de crises epilépticas e nas alterações neuromorfológicas e neuroquímicas de ratas Wistar fêmeas. Fatores ambientais, como o estresse pré-natal em animais podem provocar alterações no desenvolvimento do sistema nervoso e consequentemente aumentar a susceptibilidade a convulsões e ao desenvolvimento da epilepsia na prole no início e ou em fases mais tardias da vida. Ainda, o cérebro em desenvolvimento no período pós-natal possui uma maior susceptibilidade a crises, dependendo da etapa do desenvolvimento cerebral. Estudos recentes em animais mostram que o exercício físico durante o desenvolvimento fetal pode melhorar algumas funções cerebrais dos filhotes após o nascimento. Apesar da influência benéfica do exercício físico no sistema nervoso em desenvolvimento durante a gestação, não está claro se a atividade física durante a gestação pode exercer efeito protetor a insulto cerebral na prole no início da vida. Na segunda parte deste projeto, pretendemos verificar se o exercício físico e/ou estresse por contenção durante a prenhez pode alterar em filhotes a susceptiblidade as crises induzidas no inicio e nas fases mais tardias da vida utilizando o modelo do pentilenotetrazol. Acreditamos que esta investigação poderá fornecer informações importantes para elucidar se a atividade física regular no período gestacional e na fase adulta pode interferir positivamente na epilepsia e indica-la como estratégia terapêutica para o controle das crises epilépticas e ajustes psicossociais no sexo feminino. (AU)

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Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
LOPIM, GLAUBER MENEZES; GUTIERRE, ROBSON CAMPOS; DA SILVA, EDUARDO ALVES; ARIDA, RICARDO MARIO. Physical exercise during pregnancy minimizes PTZ-induced behavioral manifestations in prenatally stressed offspring. DEVELOPMENTAL PSYCHOBIOLOGY, SEP 2019. Citações Web of Science: 0.

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