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Alterações neuroanatômicas em áreas do tronco encefálico envolvidas no controle cardiovascular durante a ativação ou desativação do barorreflexo em um modelo animal de Doença de Parkinson

Processo: 16/08987-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2016
Vigência (Término): 31 de julho de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Ana Carolina Thomaz Takakura
Beneficiário:Laís Maria Cardoso Cabral
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Barorreflexo   Pressão sanguínea   Sistema cardiovascular   Doença de Parkinson

Resumo

A Doença de Parkinson (DP) é caracterizada pela degeneração dos neurônios dopaminérgicos da substancia negra compacta (SNc) o qual leva a uma disfunção na via nigroestriatal com redução da liberação de dopamina no estriado. Assim, são observadas alterações motoras e não-motoras, e dentre as alterações não-motoras, encontra-se a denervação simpática noradrenérgica do coração e a falha na atividade do barorreflexo arterial, podendo levar a quadros de hipotensão ortostática. O barorreflexo é um sistema de regulação da pressão arterial no qual mecanoreceptores (ou barorreceptores) localizados estrategicamente no arco da aorta e no seio carotídeo enviam informações de alteração de pressão arterial (quando esta se encontra em valores diferentes do basal) para regiões bulbares que irão alterar a atividade do tônus vagal e simpático visando o aumento da pressão arterial em resposta a uma diminuição desta, ou diminuição da pressão arterial quando esta se encontra aumentada. Visando compreender as alterações não motoras observadas na DP relacionadas ao sistema cardiovascular e o envolvimento de alterações neuroanatômicas que podem contribuir para essas alterações não motoras, neste estudo, iremos utilizar um modelo animal de DP induzido por injeção bilateral de 6hidroxidopamina (6-OHDA) no núcleo Caudado-Putamen (CPu). Após 20 dias da realização da injeção de 6-OHDA ou veículo no CPu, o barorreflexo será testado com a infusão endovenosa de nitroprussiato de sódio ou fenilefrina em diferentes grupos de animais. Ao final do experimento, será realizada análise imunoistoquímica de fatias coronais do encéfalo de animais previamente perfundidos para analisar a expressão da proteína Fos, um marcador de ativação neuronal, nas áreas do encéfalo que controlam a pressão arterial.