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Implicações antropológicas do conceito de "encarnação" na ontologia da natureza de Maurice Merleau-Ponty

Processo: 16/04236-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2016
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Reinaldo Furlan
Beneficiário:Elena Pagni
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Subjetividade   Vida

Resumo

O filosofo Merleau-Ponty (1908-1961) conecta o projeto de uma nova ontologia da natureza à necessidade de uma interrogação radical sobre o fenômeno da vida, entendido como evento natural que - mediante a evolução - encarna uma existência singular. Para Merleau-Ponty, é a partir de uma intersecção carnal (com a natureza/o mundo) que os homens acedem ao mundo como universo simbólico e estrutura de horizonte compartilhada. Criticando as aplicações da fisiologia, da cibernética e da informática para os sistemas viventes, tais como modelos de interpretação da vida e de seus principais eventos (sensação, linguagem, comportamento), Merleau-Ponty descreve a constituição do corpo biológico - na sua determinação de corpo estesiológico-libidinal - como um enraizamento do ser-para-outrem (tal como fundação do ser social e coletivo). Neste sentido, a investigação sobre o conceito de natureza representa um passo crucial para a compreensão da maneira pela qual o conjunto sujeito/mundo se desenvolve historicamente em forma de encarnação. Neste sentido, a história do desenvolvimento onto-filogenético representa, de acordo com Merleau-Ponty, um momento central na constituição do corpo vital e expressivo (perceptivo e cultural). O projeto visa, de maneira geral, a uma aplicação da ontologia da natureza de Merleau-Ponty a uma reflexão ético-antropológica e epistemológica contemporânea da subjetividade, em vista de oferecer um novo modelo da experiência humana, do mundo e da coletividade. (AU)

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