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Enniatinas: novos "insights" sobre a biotransformação e mecanismos de ação

Processo: 16/10485-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de outubro de 2016
Vigência (Término): 31 de março de 2017
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos
Pesquisador responsável:Carlos Augusto Fernandes de Oliveira
Beneficiário:Carlos Augusto Fernandes de Oliveira
Anfitrião: Lada Ivanova
Instituição-sede: Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA). Universidade de São Paulo (USP). Pirassununga , SP, Brasil
Local de pesquisa : Norwegian Veterinary Institute, Noruega  
Assunto(s):Toxicidade   Citotoxicidade   Micotoxinas   Biotransformação   Lisossomos

Resumo

Enniatinas são hexa-depsi-peptídeos cíclicos produzidos principalmente por espécies de fungos do gênero Fusarium, os quais são encontrados predominantemente em cereais e derivados. As enniatinas mais comumente encontradas em grãos são as enniatinas B, B1, A e A1. Considerando sua ocorrência frequente em cereais usados como alimentos e rações, as enniatinas têm sido consideradas como riscos potenciais para a saúde humana e animal. Estudos anteriores demonstraram que estes compostos são bioativos em condições "in vitro", sendo citotóxicas em baixas concentrações. Recentemente, o "Toxinology Research Group" do Instituto Veterinário Norueguês demonstrou que a desestabilização lisossômica pode ser um evento inicial na morte celular induzida pelas enniatinas em células de adenocarcinoma colorretal epitelial humano, Caco-2 cells, bem como em macrófagos murinos, RAW264.7. Neste contexto, o presente projeto tem por objetivo investigar as vias de biotransformação da enniatina B1 (ENN B1) e, portanto, obter novas evidências sobre o referido mecanismo de desestabilização lisossômica induzida pela enniatina B. O projeto terá a duração de 6 meses, e envolverá um conjunto de técnicas e experimentos que incluirão a produção e o isolamento do recém descoberto metabólito hepático da ENN B1 (MX) utilizando microssomos de fígado de suíno, purificação do metabólito (MX) por cromatografia líquida de alta eficiência semi-preparativa e posterior elucidação estrutural e determinação quantitativa precisa do composto purificado por espectroscopia de Ressonância Magnética Nuclear (RMN). Alterações no pH nos lisossomos e no citosol após a exposição à ENN B1 e o metabólito MX serão também avaliadas por citometria de fluxo ou por meio de "probes" fluorescentes sensitivos ao pH. Por último, o papel das proteínas de membrana 1 (LAMP-1) e 2 (LAMP-2), associadas ao lisossomo, na morte celular será estudado utilizando células embrionárias de fibroblastos de camundongo duplamente deficientes de LAMP-1/2. (AU)