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Uma casa para o povo: o Instituto Cultural Israelita Brasileiro e a construção de um centro cultural judaico e progressista em São Paulo

Processo: 15/21057-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2016
Vigência (Término): 31 de julho de 2017
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Arquitetura e Urbanismo - Fundamentos de Arquitetura e Urbanismo
Pesquisador responsável:Renato Cymbalista
Beneficiário:Amanda Rodrigues Vieira
Instituição-sede: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):História social   Centros culturais   Judeus   Imigração judaica

Resumo

Ao final da Segunda Guerra Mundial, um grupo de judeus progressistas de São Paulo iniciou a construção do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, conhecido como "Casa do Povo". Tratava-se de iniciativa de fortalecimento e perpetuação da cultura judaica laica e idichista. Como programa para o edifício, propunha-se uma escola, um teatro, uma biblioteca centralizada, áreas para esportes, festividades e conferências. Além disso, a Casa do Povo era também proposta como um memorial as vítimas do holocausto. A combinação de atividades de memória e de ações visando a incidência sobre o presente e o futuro configurava um "monumento vivo", alinhado com os valores do judaísmo progressista internacional. O projeto de pesquisa tem como foco o complexo - mas extremamente bem documentado - processo de construção da Casa do Povo entre 1947 - quando a associação foi montada e o terreno comprado - e o final da década de 1960, quando a última reforma é proposta, para acomodar mudanças no colégio que funcionou no edifício. Tal processo evoca as utopias, as redes sociais montadas, as negociações e as dificuldades enfrentadas por esse grupo minoritário de judeus em São Paulo, envolvido na a construção de um projeto moderno e vanguardista imbuído de sonhos, referências culturais e tensões.