Busca avançada
Ano de início
Entree

O clima urbano de cidades de pequeno porte do oeste paulista: análise do perfil térmico de Álvares Machado, Santo Anastácio e presidente Venceslau

Processo: 15/26224-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2016
Vigência (Término): 31 de agosto de 2019
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geografia Física
Pesquisador responsável:Margarete Cristiane de Costa Trindade Amorim
Beneficiário:Danielle Cardozo Frasca Teixeira
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Presidente Prudente. Presidente Prudente , SP, Brasil
Assunto(s):Microclima urbano   Cidades pequenas   Ilhas de calor

Resumo

A investigação da interferência da cidade na composição da atmosfera próxima à superfície remonta ao século XIX. Os estudos pioneiros do clima urbano apresentaram considerações sobre as alterações da cidade e da agricultura nos climas dos lugares. Esse quadro de interferências gerou grande comprometimento da qualidade do ambiente, refletindo nas condições de vida das populações. As alterações climáticas influenciam no conforto térmico das populações, na saúde e no desempenho humano. Especialmente no ambiente tropical, que naturalmente proporciona desconforto térmico e higrométrico, demandam adaptação via climatização dos ambientes internos, influenciando no maior aporte energético, além de não ser acessível por parte da população. Em contrapartida, os espaços externos estão sujeitos aos efeitos das ilhas de calor, derivadas das condições de meteorologia e das características urbanas (OKE, 1987). O clima urbano é entendido como o clima de um determinado espaço e sua urbanização (MONTEIRO, 2003), não existindo uma escala rígida para a visualização deste fenômeno. Nesse sentido, as cidades médias e pequenas também mostram importantes alterações das suas condições pretéritas à urbanização e exibem relativas facilidades para uma investigação climática qualitativa pois seus espaços reduzidos permitem uma melhor diferenciação dos seus ambientes intraurbanos e existem possibilidades de intervenção e planejamento urbano, em especial nos novos em expansão. Nesse aspecto, nesta pesquisa pretende-se investigar o clima urbano de cidades do ambiente tropical localizadas no oeste paulista (Álvares Machado, Santo Anastácio e Presidente Venceslau), com ênfase no campo térmico, considerando-se para isso as condicionantes geoambientais e geourbanas em episódios de primavera e outono. A hipótese desta pesquisa pressupõe que, apesar da proximidade entre as cidades e, considerando-se a circulação regional da atmosfera, elas respondem à atuação dos sistemas atmosféricos de maneira diferenciada pois apresentam peculiaridades climáticas que dependem dos seus atributos geoambientais (relevo, orientação do relevo, cobertura vegetal) e geourbanos (uso e ocupação da terra, estrutura, formas e as dinâmicas urbanas). O embasamento teórico-metodológico desta pesquisa é a proposta Sistema Clima Urbano (MONTEIRO, 1976), com destaque para o subsistema termodinâmico que é percebido pelo homem através do conforto térmico. A caracterização geoambiental e o geourbana das cidades possibilitará a diferenciação dos ambientes intraurbanos, subsidiando a aquisição dos dados primários que será feita por estações fixas, transecto móvel, termografias, permitindo o diagnóstico de possíveis anomalias térmicas tomando como referência áreas representativas do rural. O tratamento dos dados privilegiará a elaboração de cartas de isotermas, painéis espaçotemporais, modelagem climática com base na estatística para a exibição dos resultados. A pesquisa pretende o diagnóstico dos problemas relativos ao clima urbano, como as ilhas de calor e a proposição de medidas de amenização dos seus efeitos para o poder público das três cidades do universo de análise.

Mapa da distribuição dos acessos desta página
Para ver o sumário de acessos desta página, clique aqui.