Busca avançada
Ano de início
Entree

Racionalidade como uma capacidade

Processo: 16/02075-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2016
Vigência (Término): 30 de junho de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia
Pesquisador responsável:Marco Antonio Caron Ruffino
Beneficiário:David Horst
Instituição-sede: Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência (CLE). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Racionalidade

Resumo

O pensamento e a ação humana estão sujeitos a um tipo distintivo de avaliação: ele pode ser julgado como racional ou irracional. A pergunta central que pretendo responder em meu projeto de pesquisa é: o que é pensar e agir racionalmente? De acordo com a visão corrente sobre a racionalidade, pensar e agir racionalmente é uma questão de seguir determinadas regras, regras essas que nos dizem o que seria mais racional pensar e agir em diversas circunstâncias. Em contraste com essa visão, pretendo argumentar que a imagem de uma regra de racionalidade a ser seguida é profundamente falha: se as normas para o pensamento e ação racionais são entendidas como regras, torna-se completamente misteriosa como essas normas podem orientar ou governar o nosso pensar e agir. Em vez disso, pretendo propor uma nova consideração sobre o pensamento e ação racionais que estaria imune aos problemas que se colocam na imagem de uma regra a se seguir. Daí se segue que o pensamento e ação racional não é uma questão de seguir determinadas regras, mas sim de exercer um certo tipo de capacidade. O que eu denomino visão da racionalidade como capacidade. De acordo com este ponto de vista, as normas de racionalidade devem ser entendidas não através de um modelo de regras, mas como padrões internos para algumas de nossas capacidades - ou seja, os padrões que em parte nos dizem o que precisa ser bem exercido nessas capacidades. Esta concepção de normas racionais também traz consequências importantes para o debate recente sobre a normatividade da racionalidade. Neste ponto, argumento que, ao contrário do que muitos pensam, para a racionalidade ser normativa não é necessário que existam razões para ser racional. Em vez disso, sugiro que a visão da capacidade da racionalidade oferece uma concepção alternativa: a racionalidade é normativa, não porque existem razões para ser racional, mas porque ela consiste em padrões internos para capacidades que possuímos apenas em virtude de sermos sujeitos capazes de crença e ação. (AU)