Busca avançada
Ano de início
Entree

Papel funcional da enzima LOXL3 em astrocitomas

Processo: 16/05777-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2016
Vigência (Término): 31 de julho de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Sueli Mieko Oba Shinjo
Beneficiário:Talita de Sousa Laurentino
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Glioblastoma   Expressão gênica   Neurologia

Resumo

Os astrocitomas são tumores que acometem as células astrocíticas do sistema nervoso central e são os tumores mais frequentes dentre os gliomas (tumores associados às células gliais). Nos Estados Unidos eles ocupam 34% do total de subtipos morfológicos de gliomas e no Brasil também são os mais comuns, acometendo principalmente os homens. A organização mundial de saúde classifica os astrocitomas de acordo com sua malignidade, sendo o grau I ou astrocitoma pilocítico (AP) de baixo grau e o grau IV, ou glioblastoma (GBM) o mais maligno e com o pior prognóstico. Nosso laboratório comparou os genes em hiperexpressão em GBM em relação ao AP, com objetivo de identificar novos alvos terapêuticos. O gene da enzima lisil oxidase (LOX) foi um dos encontrados em hiperexpressão em GBM. A enzima LOX pertence a uma família com cinco membros (LOX, LOXL1, LOXL2, LOXL3 e LOXL4) e atua na catalisação das ligações cruzadas no colágeno e na elastina. Dentre os membros da família LOX, a enzima LOXL3 foi a única que teve um impacto no prognóstico dos casos com GBM: pacientes com hiperexpressão de LOXL3 apresentam uma menor média da sobrevida em relação aos que apresentam o gene hipoexpresso. LOXL3 já foi identificado como possível colaborador da migração celular e metástase, através do seu envolvimento com o gene responsável pela regulação da transição epitélio-mesenquimal, Snail. Este presente estudo tem como objetivo investigar o papel funcional de LOXL3 como um potencial alvo terapêutico no tratamento de GBM.