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Dò pescador ão peixe: ecologia política dò manejo dè pirarucus N‚O médio Solimões

Processo: 16/10648-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2016
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Antropologia Rural
Pesquisador responsável:Mauro William Barbosa de Almeida
Beneficiário:José Cândido Lopes Ferreira
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):19/06547-8 - Estudo comparativo sobre manejo de vida selvagem e de pesca "quando mundos se encontram", BE.EP.DR
Assunto(s):Pesca   Manejo   Natureza   Amazônia

Resumo

O objetivo deste projeto é compreender os processos pelos quais diferentes regimes depráticas e de conhecimentos interagem em projetos de conservação da natureza, a partir de umestudo sobre o manejo de pirarucus (Arapaima gigas) nas várzeas do médio Solimões. Sistemas demanejo de pirarucus foram projetados como estratégia de conservação da espécie e geração derenda para famílias de pescadores. Em um sistema de manejo interagem pirarucus, pescadores,cientistas e técnicos extensionistas, num ambiente de várzea amazônica. Diferentes perspectivastomam parte na atividade, o que faz do manejo uma interface que congrega diversos pressupostos eações sobre o que entendemos por "natureza". A partir de uma etnografia dos processos técnicosassociados à pesca do pirarucu, procura-se analisar os discursos-práticas de cientistas, técnicos epescadores, atendo-se aos pressupostos e modos de relação com a natureza. Propõe-se acompreender os modos pelos quais conhecimentos tradicionais e científicos integram o manejo, esobre como lógicas distintas atuam nesse processo. Parte da etnografia será direcionada à cultura dopirarucu, procurando explorar o ponto de vista do peixe, seus hábitos, movimentos, e história. Paraque isso seja possível, justapor-se-ão os discursos-práticas de pesquisa das ciências naturais eaqueles elaborados por ribeirinhos. A etnografia do manejo será orientada pela ecologia política, demodo a desenvolver uma descrição que privilegie as relações entre os agentes, que foque namultiplicidade epistemológica envolvida no campo e em uma análise de escalas variadas. Faz-seassim necessária uma metodologia que possibilite uma descrição abrangente, evitando polarizaçõese compreendendo os múltiplos níveis de relações que compõem uma política de desenvolvimentosustentável, que vincula fauna amazônica às burocracias de estado para a conservação da natureza.