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Efeito do consumo crônico de ácidos graxos poliinsaturados oxidados em lesão aterosclerótica em modelo animal

Processo: 16/11664-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2016
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos - Ciência de Alimentos
Pesquisador responsável:Inar Alves de Castro
Beneficiário:Marina Sayuri Nogueira
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):17/19547-0 - Efeito do consumo crônico de ácidos graxos n6 parcialmente oxidados no estresse oxidativo e biomarcadores de inflamação associados à aterosclerose em camundongos LDLr-/-, BE.EP.DR
Assunto(s):Nutrição experimental   Ácidos graxos   Oxidação   Aterosclerose   Lipídeos   Echium   Ácidos graxos ômega-3

Resumo

O consumo de lipídios que contêm maior concentração de ácidos graxos saturados ou trans tem sido associado ao maior risco de doenças cardiovasculares, enquanto os ácidos graxos mono ou poli-insaturados têm demonstrado proteção cardiovascular. Entre os ácidos graxos poli-insaturados (PUFA), os n-6 FA estão associados a uma condição mais pró-inflamatória, promovida por eicosanóides produzidos a partir da oxidação enzimática do ácido araquidônico. Por outro lado, os n-3 FA têm demonstrado vários efeitos benéficos, tais como a redução da concentração de triglicerídeos e VLDL (lipoproteína de muito baixa densidade), além dos efeitos anti-trombóticos e anti-inflamatórios. Por esse motivo, a substituição dos ácidos graxos saturados, trans ou n-6 FA por n-3 FA representa uma alternativa para o desenvolvimento de óleos ou alimentos funcionais. No entanto, os PUFA são muito susceptíveis à oxidação. Essa reação química pode produzir compostos secundários potencialmente tóxicos, que quando consumido cronicamente, podem apresentar efeitos pró-aterogênicos. Assim, embora as empresas alimentícias já estejam adicionando n-3 e n-6 FA em seus produtos, não há informação sobre se a ingestão a longo prazo de PUFA parcialmente oxidados poderia agravar ou reduzir o processo aterosclerótico. Por outro lado, vários estudos têm relatado que alguns produtos da oxidação não enzimática de n-3 FA poderiam contribuir para a redução do processo inflamatório. Devido à característica mais pró-inflamatória dos n-6 FA, a hipótese deste estudo é que o maior consumo a longo prazo de produtos da oxidação dos n-6 FA e não do n-3 FA, aumentaria a lesão aterosclerótica em modelo animal. De modo a avaliar esta hipótese, dois ensaios serão realizados. Inicialmente, óleos comerciais contendo diferentes tipos de n-3 e n-6 PUFA serão submetidos às condições de oxidação "temperatura/tempo" que mimetizam o transporte, armazenamento, consumo e fritura desses óleos. Os produtos secundários da oxidação dessas amostras serão identificados em cada etapa proposta. A seguir, 80 camundongos LDLr (-/-) serão divididos em 8 grupos. Os grupos CONT- e CONT+ serão mantidos sob dieta padrão e aterogênica respectivamente, sem qualquer suplementação durante 24 semanas. Três grupos serão alimentados com a mesma dieta aterogênica, na qual o óleo de milho será substituído por um óleo contendo n-3 FA em três condições diferentes: fresco (N3), fracamente oxidado (N3C) e fortemente oxidado (N3FR). O mesmo processo também será realizado usando n-6 no lugar do n-3 FA. Após as 24 semanas de tratamento, todos os grupos serão eutanasiados. Amostras de sangue e tecidos serão coletadas e mantidos a -80 °C para análise posterior. Vários marcadores bioquímicos e clínicos serão avaliados.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
NOGUEIRA, MARINA S.; SCOLARO, BIANCA; MILNE, GINGER L.; CASTRO, INAR A. Oxidation products from omega-3 and omega-6 fatty acids during a simulated shelf life of edible oils. LWT-FOOD SCIENCE AND TECHNOLOGY, v. 101, p. 113-122, MAR 2019. Citações Web of Science: 4.
CHASSOT, LIVIA N.; SCOLARO, BIANCA; ROSCHEL, GABRIELA G.; COGLIATI, BRUNO; CAVALCANTI, MARCELA F.; ABDALLA, DULCINEIA S. P.; CASTRO, INAR A. Comparison between red wine and isolated trans-resveratrol on the prevention and regression of atherosclerosis in LDLr ((-/-)) mice. JOURNAL OF NUTRITIONAL BIOCHEMISTRY, v. 61, p. 48-55, NOV 2018. Citações Web of Science: 1.

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