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Uma análise interseccional da promoção de políticas do Estado: equidade de gênero em Argentina, Brasil e Chile

Processo: 15/26734-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2016
Vigência (Término): 31 de março de 2017
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Eva Alterman Blay
Beneficiário:Patricia Del Carmen Munoz Cabrera
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:12/23065-8 - 50 anos de feminismo (1965-2015): novos paradigmas, desafios futuros, AP.TEM
Assunto(s):Políticas públicas   Feminismo   América do Sul   Estudos de gênero

Resumo

Desde o retorno aos regimes democráticos na Argentina, no Brasil e no Chile, uma tarefa chave para os movimentos feministas e de mulheres da região tem sido a busca por uma mudança de paradigma na formulação das ações governamentais: de políticas públicas neutras para políticas sensíveis a gênero. Um dos principais resultados dessa mudança paradigmática é que as políticas públicas vêm gradualmente reconhecendo que mulheres e homens possuem distintas experiências de desigualdade e iniquidade na vida social, econômica e política.De fato, um grande número de estudos acadêmicos atesta os ganhos sociais da incorporação da equidade de gênero nas políticas do Estado, não só em termos da reconfiguração das instituições públicas, mas também por galvanizar a construção democrática nesses três países. Apesar das conquistas, há poucos estudos dedicados a investigar em que medida políticas sensíveis a gênero têm enfrentado a natureza interseccional da iniquidade (a saber, a sobreposição de discriminações com base gênero/raça/etnia, por exemplo). Há ainda menos estudos empíricos examinando a correlação entre equidade interseccional de gênero e justiça de gênero nas políticas públicas. Este projeto de pesquisa busca preencher esta importante lacuna. Por meio da análise comparativa de três países com contextos políticos e sociais distintos, ele contribuirá ao campo de conhecimento sobre análise interseccional das políticas estatais de promoção da equidade de gênero, examinando sua correlação com justiça de gênero. (AU)