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Fermentação etanólica do extrato fúngico obtido via consórcio microbiano em bagaço de cana-de-açúcar e vinhaça

Processo: 16/11767-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2016
Vigência (Término): 31 de julho de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Reinaldo Gaspar Bastos
Beneficiário:Gabriela Chaves da Silveira
Instituição-sede: Centro de Ciências Agrárias (CCA). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Araras , SP, Brasil
Assunto(s):Vinhaça   Bagaço de cana-de-açúcar

Resumo

O cultivo microbiano em estado sólido (CES) caracteriza-se pelo crescimento em suportes sólidos, em muitos casos subprodutos agroindustriais, em condições limitadas de água. Devido a estas características, fungos filamentosos são os micro-organismos mais utilizados para a obtenção dos mais diversos bioprodutos. A utilização de culturas mistas ou, neste caso, consórcios fúngicos apresenta como principal vantagem a complementação em termos de enzimas hidrolíticas, o que leva a um melhor aproveitamento das moléculas no suporte sólido. Ácido cítrico e etanol são importantes bioprodutos comerciais utilizados em vários setores da economia, os quais poderiam ser obtidos por um processo sequencial CES-fermentação a partir de bagaço de cana-de-açúcar impregnado com vinhaça, minimizando os custos a partir de dois subprodutos gerados na mesma plataforma industrial. Neste contexto, a presente pesquisa pretende avaliar a fermentação etanólica do extrato fúngico obtido via CES do consórcio de Aspergillus niger e Trichoderma reesei para a produção de ácido cítrico a partir bagaço de cana-de-açúcar impregnado com vinhaça. Considerando que trabalhos anteriores do nosso grupo de pesquisa no Centro de Ciências Agrárias da UFSCar indicam a viabilidade desde tipo de CES, esta proposta amplia o espectro de estudo para a utilização de consórcios microbianos e obtenção de etanol como "prova de conceito" do aproveitamento da glicose residual, levando a um melhor aproveitamento dos polissacarídeos estruturais do bagaço de cana-de-açúcar. Assim, nossa hipótese de pesquisa é a produção de ácido cítrico via CES a partir de bagaço de cana-de-açúcar e vinhaça com elevado rendimento e posterior obtenção de etanol a partir do extrato fúngico com menor interferência de inibidores. O estudo acadêmico volta-se a avaliação de um CES não convencional a partir de culturas mistas e agregando dois subprodutos gerados na mesma plataforma industrial. Cabe destacar ainda que não foram encontrados na literatura trabalhos a respeito da utilização de águas residuárias como solução impregnante de partículas para CES, tampouco o aproveitamento do extrato microbiano obtido para condução de outros processos biotecnológicos, o que sugere o caráter inovador da pesquisa. Além disso, há um aspecto regional destacado devido ao uso complementar diferentes subprodutos agroindustriais típicos do setor industrial da região de Araras onde situa-se o CCA/UFSCar.

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