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Comunidades dominadas por bromélias atmosféricas como modelo para o estudo de metacomunidades

Processo: 16/04396-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2016
Vigência (Término): 31 de março de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia
Pesquisador responsável:Davi Rodrigo Rossatto
Beneficiário:Cleber Juliano Neves Chaves
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):17/01559-2 - Coexistência local e regional entre bromélias atmosféricas em comunidades epífitas: desvendando os mecanismos de competição intra e interespecífica entre espécies com nichos sobrepostos, BE.EP.DR
Assunto(s):Ecologia molecular   Metacomunidades

Resumo

Bromélias atmosféricas são epífitas com características únicas, como porte reduzido, presença de raízes não funcionais, folhas com absorção de nutrientes a partir de aerosóis e capacidade de formação de populações maciças. Por isso, comunidades epífitas dominadas por essas plantas representam um modelo interessante para o estudo de metacomunidades. O objetivo deste trabalho é testar, ao longo de quatro capítulos, os paradigmas que compõem a Teoria de Metacomunidades (i.e. "species-sorting", "mass-effect", "patch-dynamic" e "neutral-model"). No primeiro capítulo, já finalizado, testamos a influência de características funcionais dos forófitos na abundância e distribuição das bromélias atmosféricas no dossel arbóreo. Observamos que a presença e abundância de bromélias atmosféricas é influenciada apenas por combinações limitadas de caracteres funcionais não relacionados às espécies dos forófitos. No segundo capítulo, testaremos a influência da dinâmica de comunidades-fonte e dreno e de caracteres funcionais dos forófitos na composição de comunidades em ambientes com maior e menor densidade arbórea. Esperamos que a influência das "comunidades-fonte" na composição de bromélias atmosféricas em "comunidades-dreno" seja maior em ambientes com menor densidade arbórea, pela maior permeabilidade à dispersão de propágulos pelo vento. Por outro lado, a influência de combinações de caracteres dos forófitos considerados facilitadores e limitantes será maior em ambientes com maior densidade arbórea, pela reduzida permeabilidade à dispersão de propágulos. No terceiro capítulo, testaremos, através de um estudo empírico e de uma modelagem, a influência da competição por espaço para a composição e coexistência de bromélias atmosféricas em determinadas árvores hospedeiras. Esperamos que possíveis diferenças nas estratégias competitivas influenciam a coexistência local e regional de espécies de bromélias atmosféricas e que tal dinâmica esteja associada às distintas características funcionais dos forófitos. Esperamos detectar também, através de uma modelagem IBM, como a retirada de forófitos com características funcionais específicas pode influenciar na composição e coexistência regional de bromélias atmosféricas. Por fim, no quarto capítulo, testaremos em uma escala fina, a influência da estocasticidade na dinâmica das populações de duas bromélias atmosféricas com estratégias reprodutivas distintas, uma cleistógama e outra com sistema reprodutivo misto (i.e. auto-fecundação e fecundação-cruzada). Na espécie cleistógama, testaremos a existência de padrões como "founder takes all" em diferentes populações locais, enquanto a espécie com sistema reprodutivo misto será utilizada para testar a influência da distância entre plantas em estágio reprodutivo sobre a taxa de auto-fecundação e estruturação da metapopulação.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
NEVES CHAVES, CLEBER JULIANO; AOKI-GONCALVES, FELIPE; SANTOS LEAL, BARBARA SIMOES; ROSSATTO, DAVI RODRIGO; PALMA-SILVA, CLARISSE. Transferability of nuclear microsatellite markers to the atmospheric bromeliads Tillandsia recurvata and T-aeranthos (Bromeliaceae). BRAZILIAN JOURNAL OF BOTANY, v. 41, n. 4, p. 931-935, DEC 2018. Citações Web of Science: 1.
Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
CHAVES, Cleber Juliano Neves. Ecologia de metapopulações e metacomunidades de bromélias atmosféricas. 2019. Tese de Doutorado - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" Instituto de Biociências (Campus de Rio Claro)..

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