Busca avançada
Ano de início
Entree

"pesquisa dos vírus adenovírus, poliomavírus (BK) e betaherpesvírus em pacientes pediátricos com glomerulopatias crônicas e transplantados renais"

Processo: 16/07892-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2016
Vigência (Término): 30 de junho de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Sandra Helena Alves Bonon
Beneficiário:Silvia Mendonça Ferreira Menoni
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Adenovirus   Reação em cadeia por polimerase (PCR)

Resumo

As glomerulopatias constituem um número variado de síndromes, caracterizadas por distúrbios que afetam a integridade funcional e morfológica dos glomérulos. Estes distúrbios podem ser genéticos, imunológicos ou de coagulação. A glomerulopatia, se não diagnosticada e tratada, pode evoluir para insuficiência crônica terminal. O transplante renal vem sendo amplamente utilizado nos últimos 20 anos com o intuito de promover o tratamento e possível cura para algumas doenças renais. Como nas glomerulopatias, o uso de imunossupressores é muito intenso e favorece a reativação de algumas infecções. Infecções virais podem ocorrer nestes pacientes, principalmente aquelas chamadas oportunistas. São eles: o adenovírus humano (AdV), o Poliomavírus tipo BK (BKV) e os herpesvirus Epstein-Barr (EBV), o HCMV, herpesvírus humano 6 e 7 (HHV-6 e HHV-7). Estes quatro últimos vírus são linfotrópicos. O HCMV pode causar doença em vários órgãos e pode inclusive levar o indivíduo ao óbito. O HHV-6 e o HHV-7 são similares ao HCMV e podem causar roseola infantum e alterações neurológicas. O AdV pode causar gastroenterites, conjuntivites, faringites, pneumonites e hepatites. O BKV tem afinidade pelo trato urinário podendo causar cistite hemorrágica, podendo levar o transplantado renal à perda do enxerto. O gamaherpesvírus Epstein-Barr (EBV) é um vírus ubíquo, B linfotrópico, que estabelece infecção persistente em mais de 90% da população mundial adulta. O EBV está associado a várias desordens proliferativas benignas e malignas de origem linfóide, tais como mononucleose infecciosa, linfoma de Burkitt, doença de Hodgkin e doença linfoproliferativa pós transplante, nas quais o seu papel oncogênico tem sido largamente estudado. É mais encontrado em imunossuprimidos, mas hoje sabe-se ser universalmente distribuído. Enfim, o diagnóstico laboratorial é essencial para o reconhecimento do agente etiológico causador da infecção para o estabelecimento da terapêutica apropriada e para orientar a aplicação de medidas preventivas, como a administração adequada de drogas antivirais e a redução das drogas imunossupressoras. Para tanto, este trabalho visa realizar um estudo sobre a frequência destas viroses nos pacientes com glomerulopatias e transplantados renais pediátricos através da vigilância laboratorial seguindo um esquema de coletas de amostras de sangue e urina em determinados intervalos de tempo. Serão extraídos o DNA dessas amostras e realizados os testes de reação em cadeia da polimerase tipo nested (nested-PCR), com primers específicos para cada vírus. Também será utilizada a técnica da antigenemia para HCMV. Os resultados serão transmitidos para o corpo clínico, e no final do estudo será realizada uma análise estatística e descritiva dos casos.

Mapa da distribuição dos acessos desta página
Para ver o sumário de acessos desta página, clique aqui.