Busca avançada
Ano de início
Entree

O modelo de avaliação de risco de vieses proposto pela Cochrane se mostra bem ajustado quando aplicado a ensaios clínicos sobre tratamentos psicológicos para bulimia nervosa e "binge"?

Processo: 16/12703-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2016
Vigência (Término): 31 de agosto de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Pesquisador responsável:Hugo Cogo Moreira
Beneficiário:Juliana Pagotto Trevizo
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Bulimia nervosa

Resumo

Introdução: Os distúrbios alimentares abrangem uma prevalência de 2% de alunos do ensino médio. Apesar de um número relativamente baixo, esses transtornos preocupam cada vez mais, já que a mortalidade é de 21% no Brasil. Esses distúrbios envolvem, além da questão da comida ingerida, a preocupação com a imagem, que gera um alerta em relação à saúde dos indivíduos que sofrem dessa patologia. Segundo o DSM-5, os transtornos que mais chamam a atenção na atualidade são: bulimia nervosa, a anorexia nervosa e o "binge eating". Sabem-se já os prejuízos que os transtornos alimentares podem causar na saúde de suas vítimas, mas poucas são as evidências a respeito de sua etiologia ou de intervenções confirmadas como eficazes. Um tratamento bem conceituado seria a psicoterapia, especificadamente a terapia cognitivo-comportamental. Estudos de intervenção, baseados em ensaios clínicos randomizados, permitem avaliar a efetividade/eficácia de uma dada intervenção para um conjunto de medidas de desfecho. A partir desse contexto, vale mencionar a importância do CONSORT, que surgiu com intuito de orientar a estruturação metodológica de ensaios clínicos por meio de 25 itens e do Handbook da Cochrane, que versa sobre os riscos de vieses, no âmbito das revisões sistemáticas, e que avalia os ensaios clínicos congregados em quatro critérios. A avaliação dos riscos de viéses como uma secção da revisão sistemática permite melhor compreender a validade da análise, interpretação e conclusões dos resultados. Objetivo: A partir dos ensaios clínicos sobre o tema, procura-se: identificar qual dos quatro indicadores utilizados pela Cochrane possui maior carga fatorial; produzir um histograma de risco de vieses e qualificá-lo em alto ou baixo; observar, ao correlacionar a variável latente "riscos de vieses" com a variável observada "ano de publicação", se riscos de vieses foram minimizados com a implantação de medidas, com o passar dos anos. Dessa forma, avalia-se a possibilidade da geração de um escore fatorial (um indicador dimensional) do "risco de vieses" desses estudos. Métodos: A análise fatorial confirmatória, ou seja, uma modelagem de equações estruturais, uma técnica estatística que permite compreender e modelar fenômenos latentes (no caso, "risco de vieses") subjacentes a um conjunto de variáveis manifesta (no caso "ano de publicação" dos 48 estudos envolvidos na revisão sistemática "Psychological treatments for bulimia nervosa and binging"). Essa técnica testa modelos e, caso o modelo se mostre adequado, permite-se criar uma medida que gera um compósito de risco de vieses (escore). Resultados esperados: Providenciar evidências de validade de constructo (fatorial) sobre os indicadores de riscos de vieses usados em ensaios clínicos referentes aos tratamentos psicológicos para bulimia nervosa e "binge", para, assim, concluir se esses indicadores estão avaliando bem ou não o traço latente risco de vieses dos ensaios clínicos.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
TREVIZO, JULIANA PAGOTTO; HAY, PHILLIPA; SWARDFAGER, WALTER; COGO-MOREIRA, HUGO. Risk of bias in randomized controlled trials of psychological treatments for bulimia nervosa and binge eating. ANNALS OF EPIDEMIOLOGY, v. 28, n. 9, p. 625-628, SEP 2018. Citações Web of Science: 0.

Por favor, reporte erros na lista de publicações científicas escrevendo para: cdi@fapesp.br.