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Avaliação da capacidade de Rickettsia sp. cepa Mata Atlântica de gerar proteção contra infecções de Rickettsia rickettsii, agente da febre maculosa brasileira

Processo: 16/07241-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2016
Vigência (Término): 22 de fevereiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:Marcelo Bahia Labruna
Beneficiário:Felipe da Silva Krawczak
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/18046-7 - Capivaras, carrapatos e febre maculosa, AP.TEM
Assunto(s):Rickettsia rickettsii   Proteção cruzada   Doenças parasitárias   Saúde pública

Resumo

A febre maculosa brasileira (FMB), doença causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, associada no Brasil à picada dos carrapatos Amblyomma sculptum e Amblyomma aureolatum, apresenta uma taxa de letalidade entre 20 a 40% no Brasil. Estudos publicados pelo Ministério da Saúde (MS), em 2014, demonstram que no período de 2007 a 2012, de 734 casos confirmados de FMB a taxa de letalidade foi de 28,9%. Em 2010, uma nova riquétsia denominada Rickettsia sp. Mata Atlântica foi descoberta no Brasil, causando uma doença mais branda em humanos e sem letalidade registrada até o presente, o carrapato Amblyomma ovale é apontado como vetor. Estudos recentes, realizados nos EUA e Costa Rica, demonstraram que cobaios (Cavia porcellus) previamente inoculados com Rickettsia amblyommii, uma riquétsia de patogenicidade ainda não muito bem esclarecida, estavam protegidos frente a uma infecção de R. rickettsii. Com base nestes achados, nosso estudo terá como objetivo avaliar, através da infecção por via natural (através do parasitismo por carrapatos infectados), se cobaios (C. porcellus) infectados previamente com Rickettsia sp. Mata Atlântica estariam protegidos frente a uma infecção secundária por R. rickettsii, verificando a capacidade de proteção cruzada entre estes patógenos. Este estudo será pioneiro no Brasil, e contribuirá com dados importantes para os órgãos de vigilância ativa, quando pensarmos em relação ao fluxo de deslocamento do homem, entre áreas com risco de infecção por cepa Mata Atlântica e R. rickettsii, e na possível proteção que cães previamente infectados com Rickettsia sp. Mata Atlântica teriam frente a um desafio secundário de R. rickettsii, já que estes poderiam agir como hospedeiros amplificadores de R. rickettsii. Por fim, este trabalho poderá abrir perspectivas sobre o uso de uma vacina contra febre maculosa em cães, baseada em infecção por Rickettsia sp. Mata Atlântica, o que seria de grande relevância para a saúde pública. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
GRESSLER, LUCAS TREVISAN; KRAWCZAK, FELIPE DA SILVA; KNOFF, MARCELO; MONTEIRO, SILVIA GONZALEZ; LABRUNA, MARCELO BAHIA; BINDER, LINA DE CAMPOS; DE OLIVEIRA, CAROLINE SOBOTYK; NOTARNICOLA, JULIANA. Litomosoides silvai (Nematoda: Onchocercidae) parasitizing Akodon montensis (Rodentia: Cricetidae) in the southern region of Brazil. Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária, v. 26, n. 4, p. 433-438, OCT-DEC 2017. Citações Web of Science: 1.
LUCAS TREVISAN GRESSLER; FELIPE DA SILVA KRAWCZAK; MARCELO KNOFF; SILVIA GONZALEZ MONTEIRO; MARCELO BAHIA LABRUNA; LINA DE CAMPOS BINDER; CAROLINE SOBOTYK DE OLIVEIRA; JULIANA NOTARNICOLA. Litomosoides silvai (Nematoda: Onchocercidae) parasitizing Akodon montensis (Rodentia: Cricetidae) in the southern region of Brazil. Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária, v. 26, n. 4, p. -, Dez. 2017.

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