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Estudo dos processos inflamatórios e angiogênicos num modelo de hemólise crônica in vivo e efeitos do tratamento com hidroxiuréia

Processo: 16/10542-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2016
Vigência (Término): 30 de setembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Nicola Amanda Conran Zorzetto
Beneficiário:Érica Martins Ferreira Gotardo
Instituição-sede: Centro de Hematologia e Hemoterapia (HEMOCENTRO). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Hidroxiureia   Hematologia   Hemólise   Inflamação   Angiogênese

Resumo

A hemólise é uma condição patológica caracterizada pela destruição das hemácias e a liberação de hemoglobina (Hb) e heme na circulação. Várias doenças e situações patológicas de diferentes etiologias estão associadas com hemólise. Sua causa é decorrente de diversos distúrbios intrínsecos ou extrínsecos, como ocorre respectivamente, na anemia falciforme e durante algumas infecções bacterianas ou parasíticas. Evidências recentes indicam que pacientes com doenças hemolíticas podem apresentar um estado de inflamação crônica e danos vasculares quando a Hb e o heme livre no plasma sobrecarregam a sistema homeostático inato de defesas para removê-los. O excesso de Hb e heme na circulação podem acarretar em vários mecanismos fisiopatológicos, incluindo uma diminuição na biodisponibilidade de óxido nítrico, disfunção endotelial, e eventos inflamatórios. A hidroxiuréia (HU) é um agente terapêutico utilizado com frequência para o tratamento das hemoglobinopatias, em especial a anemia falciforme. Embora pouco elucidado, este agente tem ações anti-inflamatórias que sugerimos que possam ser aproveitados em outras doenças onde ocorre hemólise intravascular excessiva. Até o momento, não há descrição de modelos experimentais animais que mimetizem um quadro de hemólise crônica por tempo prolongado. Assim, o objetivo desse trabalho será padronizar e caracterizar um modelo experimental de hemólise crônica in vivo, por via da repetida administração de água intravenosa em camundongos C57BL/6. Após padronização deste modelo, avaliaremos se processos inflamatórios e angiogênicos (processos de neovascularização que são estimulados por processos inflamatórios) são alterados nos vasos sanguíneos e tecidos por estes eventos contínuos de hemólise. Por fim, avaliaremos a capacidade de a HU modular processos de angiogênese e a inflamação no estado de hemólise crônica in vivo. A compreensão dos mecanismos fisiopatológicos da hemólise intravascular e as suas consequências, bem como o estudo de abordagens que podem ser utilizados para neutralizar os seus efeitos, podem ser importantes para o desenvolvimento de novas estratégias de tratamento das doenças no qual ocorre hemólise.