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Avaliação do efeito do bloqueio de VDAC1 no espalhamento da lesão e na recuperação funcional após transecção medular em ratos

Processo: 16/07687-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2016
Vigência (Término): 30 de setembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Vera Paschon
Beneficiário:Beatriz Cintra Morena
Instituição-sede: Centro de Matemática, Computação e Cognição (CMCC). Universidade Federal do ABC (UFABC). Ministério da Educação (Brasil). Santo André , SP, Brasil
Assunto(s):Traumatismos da medula espinal   Mitocôndrias   Neurofisiologia   Apoptose

Resumo

Lesões na medula espinal podem se desenvolver a partir de diversos insultos como lutas com armas ou facas, acidentes e outros, levando a paraplegia ou tetraplegia. Depois do primeiro insulto,além dos muitos processos que são ativados para manter a homeostase, muitos outros processos podem ser danosos a regeneração neuronal, como formação de cicatriz glial, inflamação e espalhamento de morte neuronal. Em caso de lesão mecânica, muitas células são rompidas, liberando partículas prejudiciais como cálcio (Ca2+) em altas concentrações, glutamato, produtos de apoptose e padrões moleculares associados a dano (DAMP)que podem piorar a progressão da lesão. Interessantemente, uma das primeiras organelas celulares afetadas é a mitocôndria. VDAC1 é uma proteína transmembranosa mitocondrial que regula a morfologia e estrutura da organela, conduz ADP e modula sinais de apoptose e necrose. VDAC1 tem sua atuação bem descrita em doenças deurogenerativas como doença de Parkinson e esclerose lateral amiotrófica. Combinando testes comportamentais e experimentos de imunohistoquímica, o objetivo deste projeto é elucidar os efeitos do bloqueio do VDAC1 na recuperação locomotora e espalhamento de morte celular após lesão medular. Ratos Wistar serão submetidos a lesão da medula espinal e tratamento farmacológico com DIDS (do inglês 4,42-diisothiocyanatostilbene-2,22-disulfonic acid), um bloqueador de VDAC1, diretamente no local da lesão. Após 7 e 14 dias, a recuperação das funções sensorial e motora será avaliada pela análise de pegada, medidas de campo aberto, escala BBB e avaliação neurológica. Além disso, analisaremos a medula depois de 1, 7 e 14 dias após a lesão empregando métodos moleculares, como TUNEL e imunoflorescência. As técnicas descrevidas acima irão contribuir para futuras terapias na lesão espinal para restaurar sua função locomotora.