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Metabolismo lipídico de raias Potamotrygon falkneri durante a reprodução

Processo: 16/11736-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2016
Vigência (Término): 31 de agosto de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Comparada
Pesquisador responsável:Cristiéle da Silva Ribeiro
Beneficiário:Lucas Spada
Instituição-sede: Faculdade de Engenharia (FEIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Ilha Solteira. Ilha Solteira , SP, Brasil
Assunto(s):Metabolismo   Raias   Potamotrygon   Vitelogênese   Lipídeos

Resumo

As raias da Ordem Myliobatiformes são consideradas vivíparas histotróficas, devido ao fato de que os embriões são nutridos por secreção da mucosa viliforme do útero da mãe, conhecido como trofonema, que é rica em lipídeos ("leite uterino") e proteínas de grande peso molecular. É bem conhecido e estudado que, durante o ciclo reprodutivo dos peixes, sob influência do eixo de regulação hormonal hipotálamo-hipófise-gônadas, as reservas metabólicas são reorganizadas, com mudanças efetivas na composição do músculo, tecido adiposo e fígado, que tem suas reservas reduzidas e mobilizadas para as gônadas, especialmente nas fêmeas, que têm o metabolismo hepático estimulado durante o período de vitelogênese. As mudanças sazonais na composição corporal (de armazenamento de água, lipídeos e proteínas) tem sido observada em várias espécies de peixes, e estas alterações parece estar relacionada com o crescimento e desenvolvimento das gônadas, bem como outros processos associados com a desova. No caso de raias certamente a distribuição metabólica e compromisso de reservas energéticas para a reprodução se estenderá a períodos pós-vitelogênicos, já que o sucesso reprodutivo destas espécies dependerá do desenvolvimento do trofonema e do leite uterino, que servirão de base nutritiva para os embriões até o momento do parto. Desta forma é importante o entendimento dos processos fisiológicos ligados à dinâmica reprodutiva, adaptações fisiológicas associadas à relação trófica materno-fetal e os padrões de alocação de distintas classes de lipídios durante a gestação, que possam refletir particularidades nutricionais e ambientais na espécie escolhida.