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Interações de septinas de Schistosoma mansoni com modelos de membranas

Processo: 16/13961-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2016
Vigência (Término): 31 de agosto de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biofísica - Biofísica Molecular
Pesquisador responsável:Ana Paula Ulian de Araujo
Beneficiário:Marina Gabriel Fontes
Instituição-sede: Instituto de Física de São Carlos (IFSC). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/15546-1 - Septinas: estudos comparativos visando correlacionar estrutura e função, AP.TEM
Bolsa(s) vinculada(s):17/09905-7 - Análise da interação de septinas de Schistosoma mansoni com modelos de membrana, BE.EP.MS
Assunto(s):Septinas   Schistosoma mansoni

Resumo

Septinas são proteínas que ligam GTP e estão envolvidas em uma variedade de funções celulares, nas quais se encontram associadas a membranas, como citocinese, exocitose e ciliogênese. Estas proteínas já foram descritas em muitos organismos, sendo que o número de septinas em cada organismo varia de um (em algumas espécies de algas) a 13 (em humanos), sendo frequentemente associadas na forma de hetero-oligômeros. Recentemente, descrevemos quatro septinas em Schistosoma mansoni, as quais se mostraram amplamente distribuídas ao longo do ciclo de vida do parasito, demonstrando a relevância destas proteínas em S. mansoni, além de consistirem um modelo de associação mais simples quando comparadas às septinas humanas. A verificação inicial de que septinas de S. mansoni são capazes de se ligar a lipossomos nos possibilitou estabelecer um modelo que será utilizado para explorar os mecanismos de associação destas proteínas às membranas e os fatores que influenciam esta ligação. Serão abordadas questões atuais presentes na literatura, como o papel da ligação e hidrólise de GTP na interação de septinas com membranas, a influência da curvatura da membrana e do tipo de lipídeo no processo de ligação de septinas de S. mansoni às membranas, bem como a utilização de septinas de diferentes organismos para avaliar se a especificidade de septinas por determinado lipídeo é dependente do organismo. Desta forma, valendo-se da diversidade de septinas estudadas por nosso grupo, um estudo amplo de especificidade de septinas por lipídios, aliado à abordagem de questões relevantes presentes na literatura em um modelo mais simples, faz com que o complexo processo de associação de septinas às membranas possa ser mais bem compreendido.