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Avaliação in vivo da toxicidade do extrato das glândulas salivares de Carrapatos Rhipicephalus sanguineus (Latreille, 1806) em Ratos Wistar

Processo: 16/04536-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2016
Vigência (Término): 15 de maio de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Zoologia Aplicada
Pesquisador responsável:Maria Izabel Souza Camargo
Beneficiário:Gustavo Carneiro da Silva
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Assunto(s):Glândulas salivares   Modelo experimental   Carrapatos   Toxicologia   Histologia

Resumo

Os carrapatos são artrópodes hematófagos e ectoparasitas de grande importância na transmissão de patógenos a seus hospedeiros. Sabe-se que as suas glândulas salivares secretam vários compostos, dentre eles, moléculas ativas que possuem efeitos tanto terapêuticos quanto tóxicos. Com o intuito de se compreender e avaliar os efeitos da exposição a longo prazo da saliva de carrapatos Rhipicephalus sanguineus machos em vertebrados, área esta em que atualmente há registros de poucos estudos, investigar-se-á se a toxicidade in vivo do extrato de glândulas salivares (EGS) destes carrapatos sobre a morfologia dos órgãos de ratos Wistar fêmeas. Para tanto, as glândulas salivares obtidas de machos de carrapatos Rhipicephalus sanguineus serão maceradas e seu extrato será administrado intraperitonealmente nos animais. Serão realizados ensaios de toxicidade aguda e subaguda observando quais são as reações comportamentais e quais são os efeitos adversos no organismo do animal. Além disso, o sangue, o fígado, o baço e os rins dos animais destes ensaios serão também coletados para avaliar-se os possíveis efeitos tóxicos no sistema dos mesmos. O sangue será avaliado por meio de exames clínicos que serão realizados em laboratório especializado e o segundo por meio da aplicação de técnicas histológica e histoquímica nos fragmentos hepáticos, fazendo uso da microtomia em resina e coloração das secções pela hematoxilina e eosina (HE) para se obter um aspecto geral do órgão (na situação normal e de exposição) e do PAS (Ácido Periódico-Schiff) para detecção de possíveis alterações nos níveis de polissacarídeo no órgão, o qual é um indicador da ocorrência de alteração patológica no sistema. Uma vez que atualmente vem aumentando o número de estudos que estão sendo realizados para a melhor compreensão da face terapêutica das moléculas ativas presentes no EGS, torna-se relevante avaliar a toxicidade do extratosobre o sistema de vertebrados.