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O comportamento heróico contemporâneo: a tradição da escrita histórica luso-brasileira em Antonio sardinha e Jackson de Figueiredo

Processo: 16/09783-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2016
Vigência (Término): 30 de setembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História Moderna e Contemporânea
Pesquisador responsável:Francisco Carlos Palomanes Martinho
Beneficiário:Luiz Mário Ferreira Costa
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Nacionalismo

Resumo

Uma das maiores crises de relacionamento entre brasileiros e portugueses se revelou nas primeiras décadas do século XIX, sobretudo a partir das medidas recolonizadoras tomadas pelas Cortes de Lisboa. Diante dessa atitude intolerante, até mesmo os mais entusiasmados defensores da ideia de um império luso-brasileiro percebiam que os lusitanos, detentores de inúmeros privilégios e cargos importantes, tornaram-se sinônimos de traidores e absolutistas, o que resultou num xenofobismo declarado contra os portugueses residentes no Brasil. Entretanto, cerca de um século depois da independência brasileira, ocorreu dos dois lados do Atlântico o desenvolvimento de uma interpretação histórica completamente oposta, que priorizava a "unidade cultural" e todos aqueles elementos que indicassem o valor da chamada "civilização luso-brasileira". Neste sentido, os escritos históricos e políticos de António Sardinha e Jackson de Figueiredo devem ser destacados, pois representavam um grande esforço de reconciliação definitiva entre os dois povos e, consequentemente, de autolegitimação nacional, elegendo a ideologia liberal como a responsável pela ruptura e o trágico destino periférico de ambos os países. Por essa razão, este projeto pretende analisar, sob a ótica da transnacionalidade, a trajetória intelectual de dois homens que se viam e se projetavam como os verdadeiros heróis da contrarrevolução, os legítimos representantes de um projeto grandioso pautado pela lógica da civilização luso-brasileira. Especialmente porque ambos os intelectuais produziram uma importante reflexão teórica que, posteriormente, seria incorporada por movimentos políticos autoritários e reacionários. Ao mesmo tempo em que se mostravam obstinados em romper com a mentalidade dita "atrasada" e promover uma modernidade "específica", fundamentada num passado esquecido e/ou marginalizado pela historiografia oficial.