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Influência da metformina no metabolismo energético cardíaco de ratos expostos á fumaça de cigarros

Processo: 16/14547-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2016
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Paula Schmidt Azevedo Gaiolla
Beneficiário:Vanessa de Cássia Martins Pires Ferreira
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Metformina   Fumaça de cigarro   Metabolismo energético

Resumo

A exposição à fumaça de cigarros (EFC) não só aumenta o risco para doenças cardiovasculares, como também, lesa diretamente o miocárdio. Estudos experimentais e clínicos mostram que EFC está associada com hipertrofia e disfunção miocárdica, independentemente de fatores vasculares. Pouco se sabe sobre os mecanismos envolvidos com a lesão miocárdica induzida pela EFC. Dentre estes mecanismos estão as alterações no metabolismo energético. Em um coração normal, 60 a 90% do ATP são provenientes da oxidação de ácidos graxos (AG). Em condições patológicas, existem alterações na utilização dos substratos, na biogênese mitocondrial e por fim na produção de ATP, que podem comprometer a morfologia e função cardíaca. Estudos mostram que o tabagismo pode levar a resistência insulínica, que por sua vez pode comprometer a bioenergética cardíaca. Entretanto, não é sabido se há comprometimento do metabolismo energético cardíaco associado à resistência insulínica induzida pela EFC. Adicionalmente, em estudos experimentais, a metformina tem se mostrado eficiente em atenuar a remodelação cardíaca, principalmente atuando sobre o metabolismo energéticos. Sendo assim, os objetivos do trabalho são avaliar a resistência insulínica e vias do metabolismo da glicose no coração de ratos submetidos à EFC e sua associação com variáveis morfofuncionais cardíacas. Serão utilizados 60 animais alocados em 2 grupos: grupo de animais expostos á fumaça de cigarros (EFC), e grupo animais não expostos á fumaça de cigarros (C). Após 2 meses os animais serão submetidos a: a) estudo bioquímico para avaliação de resistência insulínica e exposição ao cigarro, b)estudo ecocardiográfico para avaliação morfofuncional; c) aferição da pressão arterial caudal; d) estudo histológico utilizando imunofluorescência para avaliação de hipertrofia, angiogenese e translocação de GLUt-4; e) Western Blot para avaliação da expressão de proteínas envolvidas com resistência insulínica e metabolismo da glicose f) avaliação espectrofotométrica para avaliação da atividade de enzimas do metabolismo energético e da quantidade de glicogênio cardíaco.