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Avaliação dos efeitos da finasterida sobre o desenvolvimento prostático intrauterino e pós-natal inicial no Gerbilo da Mongólia (Meriones Unguiculatus)

Processo: 16/16509-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2016
Vigência (Término): 31 de outubro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Histologia
Pesquisador responsável:Sebastião Roberto Taboga
Beneficiário:Juliana dos Santos Maldarine
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Matriz extracelular   Desenvolvimento   Reprodução   Próstata   Finasterida

Resumo

A próstata é um órgão reprodutivo acessório presente nos mamíferos, sendo o estudo do seu processo de formação particularmente relevante para as investigações sobre as correlações entre o desenvolvimento e a formação de tumores, especialmente no estudo de aumentos de susceptibilidade a tumorigênese decorrentes de manipulações hormonais. A formação da próstata envolve inicialmente interações epitélio-mesenquimais entre projeções do epitélio do seio urogenital (UGE) e o mesênquima do seio urogenital (UGM), constituindo a fase de brotamento da glândula. Posteriormente, tais brotamentos atingem mesênquimas periféricos ao UGM, dentre os quais o mais investigado é o Pé-Mesenquimal-Ventral (VMP), e se ramificam, constituindo a fase de ramificação da glândula, e, por fim, tais ramificações sofrem canalização e dão origem a porção secretora da glândula, os ácinos prostáticos, e à porção condutora da glândula, os ductos prostáticos, e os mesênquimas periféricos darão origem ao estroma prostático, tal etapa final constitui o processo de diferenciação morfofuncional da glândula. O gerbilo da Mongólia (Meriones unguiculatus) é promissor para a investigação do desenvolvimento prostático, já que a próstata está presente em cerca de 90% das fêmeas, diferentemente de outros roedores de laboratório, como o rato e camundongo que não possuem próstata funcional nas fêmeas. Muito tem sido investigado acerca da próstata em fêmeas, mas a razão para a ocorrência da mesma em uma parcela das fêmeas se mantém obscura, bem como acerca do papel da testosterona sobre o desenvolvimento inicial da próstata das fêmeas e sobre a origem das diferenças de susceptibilidade a quadros patológicos na próstata entre os sexos. O presente projeto utiliza a finasterida, um inibidor da 5-±-redutase, enzima que converte a testosterona na sua forma mais ativa, a di-hidrotestosterona, para avaliar os efeitos da redução da ação androgênica sobre a próstata em dois momentos distintos de seu desenvolvimento: Primeiramente no período intrauterino, de modo a avaliar se uma dose crítica de testosterona é necessária para o desenvolvimento da próstata em fêmeas e, em um segundo momento, no período pós-natal, mais especificamente no período de ramificações da próstata, de modo a avaliar o efeito disruptivo da redução da atividade androgênica sobre a próstata especialmente sobre as principais vias parácrinas envolvidas no desenvolvimento prostático. Para esse estudo serão utilizadas técnicas imunohistoquímicas, reconstruções tridimensionais e dosagens hormonais séricas. Tal estudo se torna particularmente relevante em face da sensibilidade da próstata a oscilações hormonais e a falta de estudos sobre a dinâmica hormonal que leva ao desenvolvimento da próstata em fêmeas e as alterações que tal pode sofrer durante seu desenvolvimento inicial, o que é importante tendo em vista a presença de próstata funcional de um terço a metade das mulheres, que se mantém pouco estudadas, bem como em face da ocorrência de tumores de origem prostática em mulheres.