| Processo: | 16/15436-7 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado Direto |
| Data de Início da vigência: | 15 de janeiro de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 14 de janeiro de 2018 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada |
| Pesquisador responsável: | Mauro Galetti Rodrigues |
| Beneficiário: | Felipe Pedrosa Chagas |
| Supervisor: | Taal Levi |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil |
| Instituição Anfitriã: | Oregon State University (OSU), Estados Unidos |
| Vinculado à bolsa: | 15/18381-6 - Revertendo a defaunação ou agravando a degradação ecológica? Ecologia da invasão dos suídeos asselvajados Sus scrofa em paisagens defaunadas, BP.DD |
| Assunto(s): | Ecologia de ecossistemas Competição animal Invasão biológica Sus scrofa |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | coexistência | Competição | Invasão biológica | Javali | Nicho ecológico | Sus scrofa | Espécie Exótica |
Resumo Ecologia de invasões biológicas é um dos campos mais importantes em ecologia de comunidades, devido ao seu interesse inerente como estudo de caso de quanto entendemos interações ecológicas nas comunidades. A teoria clássica de nicho propõe que as espécies ocuparão um nicho realizado mais amplo na ausência de competição interespecífica, e as espécies só podem ter um baixo grau de sobreposição de recursos antes de ocorrer exclusão competitiva. Por outro lado, para evitar exclusão competitiva, espécies que competem entre si devem mudar alguma dimensão de seus nichos realizados, amplificando o nicho, como um mecanismo para coexistir. Isso significa que se duas ou mais espécies simpátricas compartilham preferências no uso de recursos, a espécie subordinada deve incluir recursos menos preferenciais como estratégia para coexistir. Consequentemente, a amplitude de nicho das espécies subordinadas devem ser maiores na presença de competidores, como resultado da utilização de recursos menos preferenciais. Nesse sentido, a invasão dos suídeos asselvajados (porco monteiro e javaporcos) nos ecossistemas brasileiros são um bom modelo para testar essa hipótese, visto que a distribuição dessa espécie aumentou 5 vezes nos últimos anos e está sobrepondo com a distribuição remanescente dos pecarídeos nativos (cateto e queixada). Portanto, o objetivo dessa proposta é testar o que é reconhecido pela teoria através da comparação da amplitude de nicho isotópico dos suídeos asselvajados e dos pecarídeos nativos. Isótopos estáveis de carbono e nitrogênio de tecido animal e de suas fontes de recurso são um método poderoso para investigar ecologia trófica e uso de habitat pela vida silvestre. Nós iremos conduzir análise de isótopos estáveis (C e N) dos pelos das três espécies e iremos comparar três cenários diferentes: a) áreas onde nativos e o exótico vivem em simpatria (ecossistema Pantaneiro), b) areas onde nativos habitam na ausência do exótico (Estação Ecológica de Caetetus) e c) áreas onde o exótico vive na ausência dos nativos (Região de Rio Claro). Esta proposta produzirá 2 artigos, um dos quais pretende entender os mecanismos subjacentes à competição e coexistência de ungulados neotropicais diante da invasão dos suídeos asselvajados, e o outro paper tratará de modelagem de ocupação aplicado ao entendimento dos padrões de co-ocorrência entre os suídeos asselvajados e outras espécies frugívoras e suas consequências para a remoção de frutos nos remanescentes florestais invadidos. (AU) | |
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