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Adaptação de uma escala de avaliação de interlocução no espaço escolar para o contexto da educação bilíngue de surdos

Processo: 16/13276-2
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de março de 2017
Vigência (Término): 31 de agosto de 2017
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Educação - Tópicos Específicos de Educação
Pesquisador responsável:Cristina Broglia Feitosa de Lacerda
Beneficiário:Cristina Broglia Feitosa de Lacerda
Anfitrião: Marta Gràcia Garcia
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Local de pesquisa : Universitat de Barcelona (UB), Espanha  
Assunto(s):Educação especial   Educação de pessoas com deficiência auditiva   Surdez   Linguagem de sinais   Pedagogia   Linguagem oral   Oralidade

Resumo

O desenvolvimento escolar do aluno surdo depende muito de seu domínio da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Todavia, a Libras não é cotidianamente desenvolvida no ambiente familiar, e este domínio precisa ser alcançado principalmente no ambiente escolar, no qual espera-se que o aluno surdo tenha pares em sua língua e possa interagir por meio dela. Neste sentido, se assemelha ao desenvolvimento da oralidade de crianças ouvintes, já que é nas práticas dialógicas que se promove o desenvolvimento de língua e linguagem. Contudo, o ambiente escolar tem pouca tradição de trabalhar com o desenvolvimento de língua oral/língua de sinais, em geral focalizando as atividades com a língua escrita como sua meta. No que tange ao aluno surdo, pouco se discute sobre práticas que favoreçam o desenvolvimento da Libras no espaço escolar. O professor bilíngue centra seu foco de trabalho no ensino do Português como segunda língua, trabalha com Libras, mas nem sempre sabe como promover o desenvolvimento dessa língua. A Escala de Avaliação do Ensino de Linguagem Oral (EVALOE) criada por Marta Gràcia (2015) e seu grupo de pesquisa, se apoia na ideia da valorização do ensino de língua oral como papel da escola e fundamental para o desenvolvimento dos alunos, alcançou excelentes resultados para alunos ouvintes. Os debates em torno da pertinência de práticas orais para o desenvolvimento do sujeito como um todo indicou a oportunidade de pensarmos esta mesma proposta em relação aos alunos surdos. O ensino da Libras é ainda mais crucial para as crianças surdas do que o ensino da oralidade para as crianças ouvintes, considerando que a aquisição da Libras geralmente ocorre somente no espaço educacional. Nesta direção nosso objetivo principal será realizar uma adaptação da EVALOE para a promoção do trabalho com língua de sinais nos espaços escolares que atendem alunos surdos, visando seu desenvolvimento e aprimoramento neste campo. Para tal, pretendemos estudar com grupo da pesquisadora Marta Gràcia na Universidade de Barcelona- Espanha, para aprofundar os conhecimentos acerca da escala, e propor adaptações que atendam às características das línguas de sinais e às necessidades de alunos surdos. Ainda em Barcelona, aproveitando a existência de uma escola de surdos, cuja língua de interlocução/instrução é uma língua de sinais, pretendemos trabalhar com a equipe escolar para a adaptação do material, de modo a adequar-se às especificidades da educação bilíngue de surdos. Ao final da pesquisa esperamos ter produzido um instrumento capaz de favorecer o trabalho e a avaliação de interlocuções em Língua de Sinais em salas de aulas bilíngues no contexto da Educação de Surdos. (AU)