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Doença, corpo e autoridade em Caio Fernando Abreu e João Gilberto Noll

Processo: 16/13850-0
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2016
Vigência (Término): 31 de julho de 2020
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Brasileira
Pesquisador responsável:Arnaldo Franco Junior
Beneficiário:Milena Mulatti Magri
Instituição Sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Narrativa   Opressão social   Ditadura
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Autoridade | Biopolítica | Caio fernando Abreu | Corpo | doença | João Gilberto Noll | Narrativa Brasileira Contemporânea

Resumo

O objetivo geral da pesquisa é analisar imagens do corpo e da doença, nas obras de Caio Fernando Abreu e João Gilberto Noll, em relação tanto com o contexto de opressão, dos anos da ditadura militar, quanto com o contexto posterior à reabertura política. Sustentamos como hipótese que o estudo das imagens do corpo e da doença, na obra dos dois autores, permite compreender uma mudança no tratamento do Estado em relação à sua política de controle dos corpos, na passagem do regime autoritário para a democracia. Se no momento político anterior vigorava um regime de opressão que atingia diretamente o corpo dos cidadãos, mais especificamente, dos opositores do regime, por meio de prisões, torturas, desaparecimentos etc.; já em contexto pós-ditatorial, é possível observar uma mudança no sentido de um aprimoramento do Estado para o estabelecimento de uma política de controle dos corpos que já não lança mão da opressão, mas de um conjunto de ações que caracterizam a biopolítica, compreendida aqui a partir da obra de Michel Foucault. Pretendemos analisar essa transformação a partir da investigação, sobretudo, de alguns temas recorrentes nas obras dos dois escritores, tais como a loucura, as drogas e a contracultura, a opressão física, o corpo dividido entre o sofrimento e o gozo, a AIDS e a mutilação. Para tanto, selecionamos como corpus alguns contos de Caio Fernando Abreu, dos livros O Inventário do Irremediável, O Ovo Apunhalado, Pedras de Calcutá, Morangos Mofados e Ovelhas Negras, e ainda duas peças de teatro de seu Teatro Completo. Da obra de João Gilberto Noll, elegemos as coletâneas O Cego e a Dançarina e A Máquina de Ser, e ainda os romances A Fúria do Corpo e Hotel Atlântico. (AU)

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