Busca avançada
Ano de início
Entree

Estudos in vitro de permeabilidade intestinal de nanopartículas poliméricas mucoadesivas contendo metotrexato em modelo de co-cultura tripla de células

Processo: 16/20360-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2017
Vigência (Término): 30 de abril de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacotecnia
Pesquisador responsável:Maria Palmira Daflon Gremião
Beneficiário:Fernanda Isadora Boni
Supervisor no Exterior: Bruno Filipe Carmelino Cardoso Sarmento
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Local de pesquisa: Universidade do Porto (UP), Portugal  
Vinculado à bolsa:15/21176-5 - Desenvolvimento e caracterização de nanopartículas com propriedades mucoadesivas baseadas em ácido hialurônico para liberação cólon específica de metotrexato, BP.MS
Assunto(s):Nanopartículas   Permeabilidade

Resumo

O câncer colorretal é o terceiro de maior incidência mundial, com mais de 1,4 milhões de diagnósticos no ano de 2015 e cerca de 690 mil mortes, destacando a urgente necessidade de pesquisas por novas alternativas terapêuticas para o tratamento desta patologia. Neste contexto, a nanotecnologia farmacêutica é uma relevante ferramenta tecnológica para o desenvolvimento de novos sistemas para a veiculação de fármacos quimioterápicos. Devido ao seu tamanho reduzido, as nanopartículas são capazes de circular por capilares que irrigam o tecido tumoral, escapar da fagocitose por células do sistema imunológico e permear passivamente as células e tecidos. Além disso, estes sistemas possibilitam a encapsulação de fármacos de baixa estabilidade, protegendo-os contra degradação prematura e/ou permitindo a modulação das taxas de liberação. O MTX é um dos fármacos mais utilizados no tratamento de tumores sólidos, no entanto, por ser altamente citotóxico e não seletivo, promove diversos efeitos colaterais. Aliado a isso, sua eficácia terapêutica é comprometida devido à resistência adquirida pelas células tumorais, principalmente por meio do mecanismo de efluxo de sua forma livre. Neste contexto, o delineamento de sistemas inovadores que permitam a vetorização de quimioterápicos até o tecido alvo e favoreçam ainda, a interação com a biointerface tumoral é uma estratégia racional para maximizar a eficácia terapêutica desses fármacos. Dessa forma, a veiculação do MTX em um sistema nanoestruturado composto por polímeros que possuam propriedades como solubilidade pH dependente, capacidade mucoadesiva e, que ainda possam favorecer a vetorização e internalização celular, é uma abordagem promissora para se alcançar a vetorização do MTX para o cólon, a partir da administração oral.Nesse projeto de mestrado da aluna Fernanda Isadora Boni, nanopartículas de quitosana (QS), ácido hialurônico (AH) e ftalato de hidroxipropilmetilcelulose (HPMCP) foram exploradas, uma vez que tais polímeros reúnem as propriedades desejáveis de mucoadesividade, potencial de interação com receptores superexpressos na superfície das células tumorais e comportamento pH dependente. As nanopartículas foram obtidas por complexação polieletrolítica, caracterizadas e se encontram em fase de estudo quanto ao perfil de liberação do fármaco. O presente projeto tem por objetivo o estudo in vitro da permeabilidade intestinal das nanopartículas de QS, AH e HPMCP contendo MTX, utilizando modelo celular de co-cultura tripla de células, as quais mimetizam o epitélio intestinal humano com a presença de muco e de células especializadas, a ser realizado no Instituto de Engenharia Biomédica da Universidade do Porto, em Portugal, sob supervisão do Prof. Dr. Bruno Sarmento. Este estudo contribuirá decisivamente para a compreensão da influência do muco na liberação e permeação do MTX veiculado no sistema proposto. (AU)