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Efeito do topiramato sobre a linguagem em pacientes com epilepsia e cefaleia do tipo migrânea: avaliação cognitiva e de ressonância magnética funcional

Processo: 16/16355-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2016
Vigência (Término): 30 de novembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Fernando Cendes
Beneficiário:Akari Ishikawa
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07559-3 - Instituto Brasileiro de Neurociência e Neurotecnologia - BRAINN, AP.CEPID
Assunto(s):Cognição   Linguagem   Ressonância magnética   Processamento de imagens   Neurologia

Resumo

Alterações cognitivas são frequentes em pacientes com epilepsia e podem ser agravadas por drogas antiepilépticas (DAEs), como o topiramato (TPM), que tem sido associado especificamente a alterações de memória e linguagem. Dificuldade para encontrar palavras é o efeito colateral mais comumente reportado (e estudado), podendo ocorrer em sujeitos com e sem epilepsia. Apesar das evidências que comprovam esses efeitos colaterais, os mecanismos fisiopatológicos ainda não foram completamente elucidados. O presente projeto pretende investigar os efeitos do TPM na linguagem através de testes cognitivos (será testada a linguagem com o teste de fluência verbal, a dominância manual com o inventário de lateralidade de Edinburgh e a memória com o teste de Dígitos Span) e ressonância magnética funcional a fim de detectar diferenças nos padrões de ativação/desativação cerebrais, bem como alterações da eficiência nas conexões entre regiões cerebrais (a partir da aplicação da teoria de grafos para avaliar conectividade cerebral durante tarefa de linguagem). Pretendemos comparar 3 grupos com um total de 80 sujeitos: 1) voluntários que não utilizam topiramato 2) pacientes com epilepsia que usam topiramato e 3) sujeitos com cefaleia que utilizam TPM. O terceiro grupo é essencial para evitar o viés da interação entre epilepsia x droga (presente no grupo 2). Aplicaremos testes de linguagem (fluência verbal e categórica) e realizaremos exame de ressonância funcional de linguagem (paradigma em bloco, alternando repouso, fluência categórica e verbal). As imagens serão analisadas com MATLAB/SPM12, inicialmente com extração de mapas individuais de ativação e desativação durante as tarefas; posteriormente realizaremos comparações entre grupos utilizando as ferramentas estatísticas do SPM12. As análises de Teoria de Grafos para conectividade serão executadas no MATLAB combinando softwares já disponíveis (Brain Connectivity Toolbox) com novas rotinas que serão desenvolvidas. Nossa hipótese é que o topiramato altere tanto os padrões de ativação quanto de desativação de forma semelhante em sujeitos com e sem epilepsia; além disso esperamos observar menor eficiência na conectividade cerebral desses grupos, em comparação aos voluntários sadios. (AU)

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