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Efeitos do vozeamento não modal na descrição estatística de amostras de frequência fundamental

Processo: 16/16544-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2016
Vigência (Término): 31 de outubro de 2017
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Teoria e Análise Lingüística
Pesquisador responsável:Pablo Arantes
Beneficiário:Isabela de Jesus Silveira
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Fonética acústica   Prosódia

Resumo

O objetivo do projeto é testar o efeito da presença de vozeamento não modal sobre uma metodologia desenvolvida previamente para a determinação do tamanho mínimo da amostra de fala necessário para o cálculo de três diferentes estimadores estatísticos de tendência central ou valor típico da frequência fundamental. No corpus usado para testar a metodologia, composto por amostras de fala de 60 falantes e seis línguas diferentes, quase 80% dos falantes apresentam uma porcentagem não nula de valores de F0 que estão abaixo da faixa do registro modal de fonação. Essa porcentagem pode ser de até 30% do total de valores de F0. A presença de um número significativo de valores de F0 no registro não modal aumenta a variabilidade da amostra e pode introduzir vieses tanto nos valores dos estimadores estatísticos quanto no tempo necessário para sua estabilização. Isso torna importante o estudo do impacto do vozeamento não modal na metodologia desenvolvida anteriormente. Para realizar esse objetivo será necessário desenvolver um procedimento para determinar o limiar entre os registros modal e não modal de maneira objetiva a partir da observação das distribuições de F0. Propomos, ainda, estudar o grau de individualidade de medidas estatísticas da variabilidade da distribuição de F0 (desvio-padrão, assimetria e curtose). Finalmente, investigaremos se há regularidades entre os falantes representados no corpus com respeito aos contextos de ocorrência das instâncias de vozeamento não modal. Investigações preliminares indicam que elas acontecem frequentemente em vogais de sílabas tônicas, mas não preferencialmente em fronteiras prosódicas fortes.