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Não-lugares em São Paulo: sua produção em parcerias público-privadas na cidade

Processo: 16/09683-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2016
Vigência (Término): 31 de agosto de 2017
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Arquitetura e Urbanismo
Pesquisador responsável:Guilherme Teixeira Wisnik
Beneficiário:Victória Sanches Ferreira da Silva
Instituição-sede: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Antropologia urbana   Política urbana   Espaço urbano   Identidade social   Circulação de pedestres   Parceria público-privada   Ruas e avenidas   São Paulo (SP)

Resumo

A presente pesquisa se propõe a estudar os chamados não-lugares, realizando conjuntamente um estudo de caso de espaços produzidos em São Paulo, em sua região sudoeste, em operações urbanas a partir dos anos 1990. O objetivo é propor uma relação comparativa entre esse importante conceito da antropologia urbana internacional e casos específicos na cidade de São Paulo. Os não-lugares são, em linhas gerais, espaços de transição e de consumo, calcados num sistema rodoviarista voltado ao transporte individual particular (automóvel). Criador e criatura do processo de desertificação dos espaços urbanos, o não-lugar é desqualificado, desarticulado com o entorno e não identitário. Assim, os não-lugares são estruturadores da urbanidade contemporânea, com grande teor funcionalista, servindo para a circulação de pessoas, bens ou capital e baseiam-se numa interface geralmente textual do transeunte com o espaço à sua volta, gerando uma consequente conjuntura de "solidão", já que a sua funcionalidade é desprovida da necessidade de interações interpessoais. São exemplos de não-lugares trechos residuais e entornos de complexos viários e grandes espaços voltados à circulação e ao deslocamento. Trata-se de um estudo com base na leitura e comparação da bibliografia intelectual e artística consagradas do assunto, visando entender os não-lugares no contexto brasileiro e paulistano. Deverá ser analisado o processo recorrente de formação de não-lugares na cidade (com as operações urbanas e grandes reformas viárias), exemplificado com as Operações Urbanas Faria Lima e Águas Espraiadas. Pretende-se entender se a região pode, ou não, ser considerada um não-lugar, com quais especificidades (em que aspectos difere de um não-lugar "tradicional") e por quais motivos se configurou assim. (AU)