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Fatores de risco metabólicos em pacientes com cálculo renal de infecção

Processo: 16/17398-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2016
Vigência (Término): 31 de outubro de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Alexandre Danilovic
Beneficiário:Isabela Akemi Wei
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Urolitíase   Nefrectomia   Nefropatias   Urologia

Resumo

A urolitíase é a segunda causa mais frequente de nefrectomias. A perda de função renal por processos infecciosos ou obstrutivos é o motivo mais frequente para essas nefrectomias. Entretanto, pacientes submetidos à nefrectomia por cálculo de infecção podem apresentar distúrbios metabólicos associados que contribuem para recidiva de urolitíase por cálculos de cálcio ou ácido úrico no rim remanecente. Objetivo: O objetivo dessa pesquisa é avaliar a incidência de alterações metabólicas que são fatores de risco para urolitíase em paciente submetidos à nefrectomia por cálculos de fosfato-amoníaco magnesiano e o impacto na função renal da recidiva da urolitíase no rim remanescente. Método: Os prontuários eletrônicos de 156 pacientes submetidos à nefrectomia devido a cálculo urinário entre 2006 e 2013 em nossa Instituição serão analisados retrospectivamente. As características analisadas em todos os pacientes serão sexo, idade, presença de comorbidades como diabetes melitus, hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia, creatinina pré-operatória, 3, 6, 12 meses e no último acompanhamento e os fatores de risco metabólicos para formação de cálculos urinários como hipercalciúria (> 300 mg/24h), hipocitratúria (< 300 mg/24h), hipernatriúria (>220mEq/24h), hiperoxalúria (> 40 mg/24h), hiperuricosúria (750mg/24h), hipercistinúria (>67mg/24h), hiperuricemia (>45mg/dL), hipercalcemia (>10,2mg/dL), PTH (10 - 65 pg/mL), pH sérico e urinário e volume urinário médio de pelo menos 2 amostras serão analisados para identificar a associação entre fatores de risco metabólico e cálculos de infecção nesses pacientes. As comorbidades serão classificadas conforme o índice de Charlson e classificação de ASA (American Society of Anesthesiologists). O ritmo de filtração glomerular estimado pela equação de Modification of Diet in Renal Disease (MDRD) estável por mais de 60 dias será utilizado para determinar o estadio de doença renal crônica. A estratificação do estádio renal será feita conforme a estratificação do The National Kidney Foundation Kidney Disease Outcomes Quality Initiative (NKF KDOQI). Um modelo de regressão logística multivariada será utilizado para identificar os preditores de recidiva de urolitíase no rim remanescente. (AU)