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Formas de aplicação de selênio no arroz de terras altas visando a biofortificação agronômica e qualidade nutricional do grão

Processo: 16/19937-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2016
Vigência (Término): 30 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Ciência do Solo
Pesquisador responsável:André Rodrigues dos Reis
Beneficiário:Eduardo Henrique Marcandalli Boleta
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Engenharia. Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Tupã. Tupã , SP, Brasil
Assunto(s):Selênio   Oryza sativa   Adubação

Resumo

Há evidências conclusivas de deficiência de selênio (Se) nos solos do Brasil, o que pode gerar deficiência nas plantas, animais e humanos. Desta forma, existe a necessidade de se aumentar os teores de Se nas partes comestíveis de cultivares modernos. O Se em baixas concentrações é essencial para humanos e animais, porém em altas concentrações ou se mal aplicado pode causar problemas de poluição ambiental. Portanto, o objetivo desse trabalho é avaliar a melhor forma de aplicação de Se (via solo e via foliar) no arroz de terras altas com o intuito de que teores de Se no grão não ultrapasse 0.3 mg/kg de matéria seca como permitido pelo Codex Alimentarius. Para isso, será avaliado a eficiência da biofortificação agronômica utilizando a cultivar BRS Esmeralda por ser a cultivar de arroz de sequeiro mais cultivada no cerrado brasileiro. Baseado em resultados preliminares já desenvolvidos, as doses de Se a serem aplicadas via solo são: (0; 2,5; 5; 7,5; 10; 15; e 20 g ha-1), e via foliar (0; 1; 2; 4; 6; 8 e 10 g ha-1) utilizando selenato de sódio como fonte, sendo 14 tratamentos com 4 repetições, totalizando 56 parcelas experimentais. O papel antioxidante do Se na planta será analisado pela determinação da atividade de enzimas antioxidantes (superóxido dismutase, catalase, glutationa redutase) e espécies reativas de oxigênio (peróxido de hidrogênio e peroxidação lipídica). No final do experimento será avaliado a produtividade, peso de 100 grãos, o teor de macro e micronutrientes incluindo o Se, teor de aminoácidos totais, proteína, açúcares e fitatos nos grãos de arroz. O entendimento dos fatores envolvidos no acúmulo de Se e sua interação com a resposta das culturas ao Se como fertilizante, poderá fornecer subsídios para posterior uso dessas informações no melhoramento vegetal, adubação e na produção de alimentos de melhor qualidade nutricional. (AU)