| Processo: | 16/03344-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2018 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Zoologia - Zoologia Aplicada |
| Pesquisador responsável: | Luis Felipe de Toledo Ramos Pereira |
| Beneficiário: | Luisa de Pontes Ribeiro |
| Instituição Sede: | Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Conservação biológica Espécies nativas Rã-touro Quitridiomicose Ranários Extinção biológica |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Conservação | espécies nativas | Quitridiomicose | Ranários | rã-touro | Conservação |
Resumo Declínios e extinções de populações e espécies de anfíbios vêm ocorrendo em todo o mundo, tendo como uma das principais causas a quitridiomicose, doença infecciosa emergente causada pelo fungo quitrídio (filo Chytridiomycota) Batrachochytrium dendrobatidis (Bd). Nos girinos causa despigmentação dos dentículos e bico córneo, mas geralmente não é letal. Em indivíduos pós-metamórficos, o fungo se prolifera na epiderme do anfíbio hospedeiro, causando hiperqueratose e gerando desequilíbrio de íons e eletrólitos, podendo levar os animais à morte. Um dos fatores que podem intensificar a ameaça aos anfíbios é a introdução de espécies exóticas. No Brasil, a principal espécie invasora é a rã-touro, Lithobates catesbeianus. Essa espécie foi introduzida no Brasil em 1935 para a prática da ranicultura e atualmente estima-se que 600 ranários estejam em atividade no país. Além de causar vários impactos negativos às espécies nativas, a rã-touro é tolerante ao Bd, sendo apontada como um possível reservatório do fungo e vetor da doença. Além disso, pode ser um importante vetor intercontinental do Bd, através do comércio de carne. Trabalhos recentes mostraram que cepas da linhagem endêmica brasileira de Bd foram isoladas de rãs-touro em Michigan e no Japão. Da mesma forma, o comércio de rãs pode ser responsável pela importação de cepas de outras regiões para fauna nativa do Brasil, ou mesmo fluxo de cepas dentro do Brasil. Como agravante, a fuga das rãs-touro dos ranários e a invasão de espécies nativas nos recintos de criação de rãs são muito comuns no Brasil. Tal fluxo de animais pode também contribuir para disseminação e manutenção da doença em ambiente natural. Desta forma, pretendemos caracterizar diferentes ranários do estado de São Paulo, quanto à presença, prevalência e carga (índices de infecção) de Bd nas rãs-touro, bem como compreender a logística de produção e comércio destes animais com relação à epidemiologia do Bd. Adicionalmente, pretendemos amostrar anuros nativos no entorno dos ranários (tanto quanto a índices de infecção, como quanto à linhagem das cepas) a fim de constatar se ocorre transmissão do fungo das rãs-touro para as espécies nativas e vice-versa. A partir dessas análises pretendemos propor medidas de mitigação e erradicação da doença, visando à conservação da fauna nativa (nacional e internacional). (AU) | |
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