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Equipamento portátil para diagnóstico em retina controlado por smartphone

Processo: 16/19530-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE  
Vigência (Início): 01 de novembro de 2016
Vigência (Término): 31 de outubro de 2018
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Biomédica - Engenharia Médica
Pesquisador responsável:Flávio Pascoal Vieira
Beneficiário:Flávio Pascoal Vieira
Empresa:Phelcom Technologies Ltda. - ME
Vinculado ao auxílio:16/00985-5 - Equipamento portátil para diagnóstico em retina controlado por smartphone, AP.PIPE
Assunto(s):Telemedicina   Equipamentos para diagnóstico   Visão computacional   Processamento digital de imagens   Eletrorretinografia   Smartphone

Resumo

Milhões de pessoas perdem a visão todos os anos em nosso planeta. No Brasil, de acordo com o Censo Oftalmológico publicado em 2014, quatro milhões de pessoas possuem deficiência visual séria, das quais cem mil são crianças. Além disso, 23% da população brasileira não tem acesso a oftalmologistas e aproximadamente metade dos casos de cegueira estão associados a doenças da retina. Com a perspectiva de oferecer uma solução que contribua com esta forte demanda social, apresentamos o projeto de desenvolvimento de um retinógrafo portátil, do tipo handheld, que poderá ser acoplado e controlado por smartphones de plataformas android e iOS, sendo compacto, leve e financeiramente mais acessível em comparação com os atuais retinógrafos tabletop disponíveis no mercado. Estamos propondo a criação de uma nova arquitetura óptica para a iluminação e imageamento da retina e de uma nova metodologia de captura, armazenamento e apresentação de imagens do fundo do olho, para facilitar a operação do instrumento, bem como o processo de diagnóstico e laudo médico, criando um equipamento consonante com Telemedicina. Para atingir esses objetivos daremos continuidade a uma pesquisa iniciada por nossa equipe, na qual obtivemos sucesso criando uma prova de conceito para o produto que estamos propondo. Pesquisamos e desenvolvemos as bases de uma arquitetura óptica que permite a iluminação e imageamento da retina sem a utilização de polarizadores para controlar artefatos ópticos indesejados, iluminando homogeneamente o fundo do olho, com baixa potência óptica, garantindo conforto e segurança ao paciente, e uma satisfatória resolução para as imagens médicas. Nossa prova de conceito gerou uma série de demandas e desafios futuros, aos quais pretendemos solucionar com a pesquisa e desenvolvimento de novos algoritmos computacionais para o tratamento e automatização de processos envolvidos nos exames médicos, por meio de técnicas de visão computacional combinados com eletrônica embarcada e protocolos de comunicação com o smartphone, que possam realizar a segmentação de veias e artérias da retina e reconhecer o nível de homogeneidade da iluminação, permitindo que sejam construídas imagens panorâmicas da retina simultaneamente com a operação do equipamento. Buscamos também ir além na pesquisa e no desenvolvimento óptico do instrumento, otimizando seu desempenho com o auxílio de novos recursos computacionais e softwares, bem como com a construção de gigas de teste e calibração óptica. Além disso, integraremos nossos algoritmos com a programação de dispositivos móveis nas plataformas iOS e android, construindo aplicativos que permitam controlar os parâmetros das câmeras, com interface gráfica, geração de laudo médico, compartilhamento dos exames e a possibilidade de exportá-los para um banco de dados remoto. O nível de portabilidade que estamos propondo, do tipo handheld, além de facilitar o emprego dessa tecnologia em regiões afastadas de grandes centros urbanos, também se revela como a opção mais adequada quando é necessário registrar imagens da retina de bebês de colo, pacientes acamados ou com deficiências mentais, que são circunstâncias nas quais os atuais equipamentos tabletop são utilizados de maneira sofrível. Médicos oftalmologistas com limitada capacidade de investimento ou com pouco espaço físico em suas clínicas poderão ter acesso mais facilmente a retinografia, ampliando o número de profissionais atuantes na área. A presente tecnologia tende a aumentar consideravelmente o hábito desses profissionais em registrar imagens do fundo do olho de seus pacientes, gerando benefícios em cadeia para toda a rede de pessoas envolvidas com saúde visual. (AU)