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Aproveitamento do extrato residual de Artemisia annua L., resultante da extração do sesquiterpeno antimalárico, em aplicações cosméticas

Processo: 16/22630-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE  
Vigência (Início): 01 de novembro de 2016
Vigência (Término): 31 de outubro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacotecnia
Pesquisador responsável:Rosana Maria Alberici Oliveira
Beneficiário:Rosana Maria Alberici Oliveira
Empresa:Soraya El Khatib - EPP
Vinculado ao auxílio:16/10639-7 - Aproveitamento do extrato residual de Artemisia annua l., resultante da extração do sesquiterpeno antimalárico, em aplicações cosméticas, AP.PIPE
Assunto(s):Cosmetologia   Artemisia annua   Sesquiterpenos   Extratos vegetais   Cosméticos   Extração com fluido supercrítico   Espectrometria de massas

Resumo

Artemisia annua L., um arbusto que ocorre naturalmente na China e no Vietnã, tem sido amplamente utilizada no tratamento de Malária. Entre os metabólitos secundários isolados das espécies do gênero Artemisia, os mais característicos são as lactonas sesquiterpênicas, sendo a artemisinina (quinghaosu) (1,2%/p), a que apresenta eficiência no tratamento de casos de malária causadas pelo Plasmodium falciparum. A espécie é a única fonte economicamente viável dessa molécula. No Brasil, o cultivo da A. annua foi adaptado às condições climáticas do Sudeste brasileiro pelo Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA-UNICAMP). No processo de produção deste importante antimalárico é gerado um resíduo de extração significante com alta atividade farmacológica, como propriedades anti-inflamatória, antimicrobiana e antioxidante. Neste contexto, o objetivo principal deste projeto é desenvolver um produto cosmético com propriedades anti-inflamatória, antimicrobiana e antioxidante, relacionadas ao extrato residual de A. annua L. resultante da extração de artemisinina para produção da droga antimalárica, levando a um melhor aproveitamento da planta. O CPQBA-UNICAMP, detentor do registro de cultivar no Ministério da Agricultura, cultivará a planta (180Kg) e fornecerá o material seco e moído. O LASEFI-FEA-UNICAMP (Laboratório de Tecnologia Supercrítica: Extração, Fracionamento e Identificação de Extratos Vegetais), que desenvolve pesquisas na área de fluidos supercríticos desde 1986, e tem como principal foco de pesquisa a extração de compostos bioativos a partir de matrizes biológicas, desenvolverá o processo de extração supercrítica fracionada empregando (CO2) para obtenção dos extratos da A. annua, com diferentes composições químicas. Os estudos e aplicações industriais de tecnologias envolvendo fluidos supercríticos, que utilizam como solventes substâncias inofensivas ao meio-ambiente e à saúde humana, como CO2, tem se intensificado nos últimos anos. Além do extrato residual, otimizará a produção de coprodutos como óleo essencial e artemisinina. Posteriormente, será também responsável pelo processamento dos 180kg de planta. A S Cosméticos do bem será responsável pelos ensaios de formulação com incorporação do extrato residual a uma base de creme desenvolvida pela equipe de farmacêuticos da empresa. Formulações, contendo diferentes concentrações do extrato residual (princípios bioativos), serão submetidas aos testes de atividades anti-inflamatória, antimicrobiana e antioxidante. A prospecção e quantificação da artemisinina e seus derivados, fundamental para a obtenção de novos produtos para a indústria cosmética, será realizada no Laboratório Thomson de Espectrometria de Massas (IQ-UNICAMP). A composição do complexo fitoquímico presente no extrato residual, determinado por MS, será correlacionado com os resultados dos testes in vitro e ex vivo resultando num método de padronização pioneiro na área cosmética. O produto cosmético final será submetido ao teste de estabilidade e eficácia e segurança. Uma vez comprovadas a eficácia e segurança e as propriedades terapêuticas da formulação contendo o extrato residual, a S Cosméticos do Bem produzirá 1000 unidades de 50g cada a título de MVP (Minimum Viable Product), com intuito de introduzir o produto no mercado. Outros produtos poderão também ser formulados empregando o extrato residual de A. annua, tais como produtos para cabelo e tratamento labial, para atender o público com pré-disposição para desenvolver alterações dermatológicas. (AU)