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Pode o feminismo ser estatal? reflexões sobre feminismo de estado e institucionalismo feminista

Processo: 16/16392-3
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2017
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia
Pesquisador responsável:Eva Alterman Blay
Beneficiário:Patricia Duarte Rangel
Supervisor no Exterior: Martha Zapata Galindo
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Freie Universität Berlin, Alemanha  
Vinculado à bolsa:14/13248-3 - Feminismo de estado e direitos políticos das mulheres: Argentina, Brasil e Chile, BP.PD
Assunto(s):Representação política   América do Sul   Estudos de gênero

Resumo

Esse projeto tem como objetivo investigar os vínculos entre movimentos feministas e agências de políticas para mulheres na Argentina, no Brasil e no Chile. O foco está no conceito de feminismo estatal, frequentemente entendido como a conexão entre movimentos de mulheres (incluindo os feminismos), agências de políticas para mulheres e o estado, dentro de uma relação conceitual particular (Scheidegger 2014). Todos fazem referência à conquista de espaços institucionais dentro do aparato do Estado e ao estabelecimento de instâncias especializadas em políticas de igualdade de gênero, mas não são termos pacíficos na literatura e nas políticas públicas de gênero. As noções mais comuns foram amplamente utilizadas em contextos europeus nas décadas de 1980 e 1990 e, hoje, são consideradas superadas nesses países. Na América Latina, o termo não é popular, visto que a maior parte dos estudos sobre feminismo estatal foca nas democracias ocidentais pós-industriais, como exemplificado pelo mais reconhecido e sólido projeto sobre o tema: a Research Network on Gender Politics and the State - RNGS. Esta pesquisa busca problematizar o tradicional modelo de Feminismo Estatal, tentando ampliar os limites do conceito, de seu quadro analítico e arcabouço metodológico. Nesse sentido, tenta responder a seguinte pergunta: pode o feminismo ser estatal?