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Investigação de migração interna e urbanização como fatores de risco para ocorrência de primeiro episódio psicótico

Processo: 16/17713-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2016
Vigência (Término): 31 de outubro de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Pesquisador responsável:Cristina Marta Del-Ben
Beneficiário:Lorena de Souza Rodrigues Do Carmo
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:12/05178-0 - Esquizofrenia e outros transtornos psicóticos: determinantes sociais e biológicos, AP.TEM
Assunto(s):Migração interna   Migração humana   Esquizofrenia   Transtornos psicóticos   Urbanização

Resumo

A prevalência dos transtornos psicóticos é significativa na população global, sendo estimado na população brasileira que entre 1 e 4% apresentarão tais transtornos ao longo da vida. A esquizofrenia, em específico, tem incidência global estimada em 15,2/100.000, com alta morbidade e mortalidade de duas a três vezes maiores que a da população geral, e a preocupante tendência de aumento nas últimas décadas. Revisões sistemáticas sobre sua incidência têm mostrado variações em diferentes populações, regiões e grupos, que não podem ser creditadas a diferenças metodológicas e que são relativamente consistentes para fatores relacionados às pessoas (como migrantes) e aos lugares (diferenças entre áreas rurais e urbanas). Assim, a migração figura como fator relevante para a psicose segundo o modelo de estresse-vulnerabilidade e, em relação aos fatores relacionados aos lugares, estudos descrevem variação na incidência de psicoses não somente entre países, mas também dentro deles. Tais fatos nos instigam a estudar como a migração interna e urbanização podem ser fenômenos estressores e potenciais fatores de risco para a esquizofrenia e outras psicoses. No Brasil, ainda é pouco estudado como mudanças demográficas como a urbanização desorganizada e diferentes fluxos de migração influenciariam a incidência de psicoses. Este contexto é cenário para esta proposta de estudo exploratório sobre o impacto da migração interna na incidência de psicoses em duas regiões do Estado de São Paulo - a capital paulista e a região de Ribeirão Preto, com postos de desenvolvimento humano diferentes e histórias de atração de migrantes de áreas mais pobres do país. Usaremos os dados de estudos caso-controle dos projetos temáticos "Estudo de casos incidentes (primeiro contato com serviços de saúde) de psicoses funcionais no Brasil" e "Esquizofrenia e outros transtornos psicóticos: determinantes sociais e biológicos". (AU)

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