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Análise da interação entre dispersina e plasminogênio na patogênese de Escherichia coli enteroagregativa (EAEC)

Processo: 16/18583-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2016
Vigência (Término): 30 de novembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia
Pesquisador responsável:Claudia Trigo Pedroso de Moraes
Beneficiário:Jonathan Longo
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Plasminogênio   Escherichia coli   Diarreia   Bacteriologia

Resumo

As Escherichia coli são bacilos gram-negativos, facultativos, que podem tanto pertencer à microbiota, desempenhando importante função na regulação intestinal, quanto causar doenças. Dentre os patotipos dessa bactéria, estão as Escherichia coli enteroagregativas (EAEC), que são frequentemente associadas à diarreia persistente e à diarreia do viajante. Em 2011, as EAEC do sorogrupo O104:H4 foram responsáveis por causar um surto de diarreia na Europa, que afetou principalmente a Alemanha. Esse patotipo possui diversos fatores de virulência, sendo um deles a dispersina, uma proteína codificada pelo gene aap e carregada positivamente. Ao revestir o LPS das bactérias, que possui carga negativa, a dispersina é capaz de repelir a fímbria AAF, que também possui carga positiva. Isso faz com que AAF não colabe com o LPS, promovendo maior projeção dessas fímbrias e, consequentemente, maior dispersão das bactérias, visto o importante papel das mesmas na adesão bacteriana às células e superfícies. Ensaios preliminares realizados por nosso grupo demonstraram que a proteína dispersina, obtida a partir da amostra protótipo de EAEC, 042, interage de forma significante com o plasminogênio e com maior afinidade comparando-se aos outros componentes celulares de forma dose-dependente. O plasminogênio, quando ativado, é convertido em plasmina e pode degradar componentes de matriz extracelular por diferentes mecanismos. Muitas bactérias são capazes de ativar o plasminogênio podendo, por exemplo, facilitar a penetração nos tecidos após a degradação dos componentes de matriz extracelular. Dessa forma, o objetivo do nosso trabalho será analisar o papel da interação entre dispersina e plasminogênio na patogênese da amostra de EAEC 042 por meio de ensaios comparativos entre amostra selvagem e mutante no gene aap, obtido pela estratégia de mutação não polar empregando-se o vetor suicida pJP5603, bem como ensaios de ativação de plasmina e clivagem de fibrinogênio em presença da proteína purificada (AU)

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