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Estudos funcionais de inibidores de proteases utilizando cultivos celulares de carrapato e mosquito

Processo: 16/09874-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2016
Vigência (Término): 30 de setembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica
Pesquisador responsável:Aparecida Sadae Tanaka
Beneficiário:Tonielli Cristina Sousa de Lacerda
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:12/03657-8 - Inibidores e proteases de ectoparasitas: relação de estrutura-função e identificação do papel dessas moléculas na interação de vetores de doenças e seus agentes etiológicos, AP.TEM
Assunto(s):Biologia celular   Inibidores de proteases   Peptídeo hidrolases   Vetores de doenças   Carrapatos   Mosquitos   Interações hospedeiro-parasita   Inativação gênica   Transcriptômica   Apoptose

Resumo

O projeto temático ao qual o presente projeto de pós-doutorado esta inserido tem como objetivo principal entender o papel das proteases e seus inibidores na relação parasita-hospedeiro, identificados em ectoparasitas relevantes para saúde pública e para Agropecuária. Dentre os vetores estudados estão: o carrapato da espécie Rhipicephalus (Boophilus) microplus, vetor do parasita Babesia bovis e da bactéria Anaplasma marginale para bovinos. E o mosquito Aedes aegypti, vetor do vírus da Dengue, Zika e Chikungunya. O conhecimento da função biológica de moléculas produzidas por vetores de doenças em resposta aos seus agentes etiológicos poderá auxiliar no desenho racional de fármacos e pesticidas. Portanto duas moléculas foram selecionadas, sendo a primeira um inibidor de cisteínoproteases identificado em A. aegypti, cuja expressão encontra-se modulada durante a infecção pelo vírus DENV2. E uma proteína similar a um antimicrobiano, denominado BmSEI (Boophilus microplus, Saliva Elastase Inhibitor), inicialmente identificado na saliva do carrapato R. microplus, entretanto ensaios recentes também mostraram a presença de transcritos do BmSEI em intestino, ovário e corpo gorduroso. A primeira etapa deste projeto consistirá no estabelecimento das culturas de células de R. microplus (BME26) e de A. aegypti (Aag2) em nosso laboratório, localizado no Departamento de Bioquímica da Escola Paulista de Medicina - UNIFESP. Esta fase contará com a colaboração da Dra. Sirlei Daffre do Departamento de Imunologia do ICB - USP e do Dr. Marcos Sorgine do Instituto de Bioquímica Médica - UFRJ. Em seguida, serão realizados experimentos de silenciamento gênico do BmSEI em BME26 e análise transcriptômica entre células silenciadas e não-silenciadas. Assim como o silenciamento da cistatina de A. aegypti em Aag2 e seu possível envolvimento na via de apoptose. (AU)