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Estudo da regulação dos inflamassomos exercida pelo Sistema Nervoso Simpático (SNS)

Processo: 16/08180-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2017
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Alexandre Salgado Basso
Beneficiário:Filipe Menegatti de Melo
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):19/04948-5 - Estudo da regulação dos inflamassomos exercida pelo sistema nervoso simpático (SNS), BE.EP.PD
Assunto(s):Imunorregulação   Inflamassomos   Sistema nervoso simpático   NF-kappa B   Receptores adrenérgicos

Resumo

Diversos dados da literatura mostram que o sistema nervoso e o sistema imune se influenciam reciprocamente, sendo que a regulação da resposta imune pelo Sistema Nervoso Simpático (SNS) tem sido cada vez mais estudada. Células imunes expressam receptores alfa e beta-adrenérgicos, o que as torna suscetíveis à estimulação por adrenalina e noradrenalina. Nesse projeto, nosso objetivo é estudar se (e como) o SNS influencia a ativação dos inflamassomos. Os inflamassomos são complexos multiméricos citosólicos compostos por Nod-Like Receptors (NLRs), a proteína adaptadora ASC e a Caspase-1. A ativação dos inflamassomos culmina com a ativação da Caspase-1, enzima que promove a maturação funcional das citocinas pró-inflamatórias IL-1beta e IL-18 e pode disparar a piroptose, um tipo de morte celular inflamatória. Os inflamassomos são essenciais para a proteção contra diversos patógenos. A ativação dos inflamassomos é composta pela fase de priming, na qual a ativação de NF-kappaB ativa a transcrição de pró-IL-1beta e de NLRP3; e a fase de ativação propriamente dita, na qual agonistas específicos de cada NLR induzem a oligomerização dos componentes e ativação da Caspase-1. Existem evidências na literatura que mostram que o SNS, sobretudo via receptores beta2-adrenérgicos, pode regular a ativação dos inflamassomos tanto na fase de priming quanto na de ativação. Mais especificamente, já está descrito que a sinalização beta2-adrenérgica inibe a ativação de NF-kappaB, o que mostra o potencial regulador do SNS sobre a fase de priming. Por outro lado, ainda não foi mostrado se a ativação dos receptores beta2-adrenérgicos influencia na fase de ativação, embora existam vias de sinalização candidatas. Estudar os possíveis mecanismos moleculares que envolvem a regulação dos inflamassomos pelo SNS (e como isso pode influenciar na proteção contra determinados patógenos) é o objetivo central desse projeto. (AU)