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Biossorção de íons metálicos em efluentes de galvanoplastia

Processo: 16/22976-8
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Iniciação Científica
Vigência (Início): 03 de janeiro de 2017
Vigência (Término): 27 de fevereiro de 2017
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Sanitária - Tratamentos de Águas de Abastecimento e Residuárias
Pesquisador responsável:Rosane Freire Boina
Beneficiário:Bianca de Paula Ramos
Supervisor no Exterior: Mathias Wessling
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Presidente Prudente. Presidente Prudente , SP, Brasil
Local de pesquisa : RWTH Aachen University, Alemanha  
Vinculado à bolsa:15/09170-1 - Biossorção de metais em casca de maracujá amarelo, BP.IC
Assunto(s):Tratamento de águas residuárias   Metais   Galvanoplastia

Resumo

Com o crescente industrial observado nas últimas décadas, o descarte de efluentes deste ramo tem se tornado mais expressivo, o que, consequentemente, majora os danos ao meio ambiente. Quanto à poluição por íon metálico, a problemática se agrava ainda mais, uma vez que estes materiais não são biodegradáveis, levando o fenômeno de bioacumulação - facilidade de sorção por plantas e animais, atingindo níveis tróficos superiores - fator que gera danos não apenas ambientais, mas também a saúde humana. Nesse contexto, uma série de normas e legislações nacionais e internacionais foram criadas com intuito de minimizar a presença desses materiais no meio, contudo, muitas vezes o tratamento de efluentes com essa composição é extremamente oneroso, não sendo de comum aplicação. A biossorção surge então como uma alternativa acessível economicamente, e que pode gerar ainda retorno tanto da água - no caso de efluentes líquidos - como do material metálico, além de não possuir nenhum resíduo tóxico, uma vez que o material pode ser recuperado por dessorção. Estudos previamente realizados comprovaram que a casca do maracujá amarelo (Passiflora edulis f. flavicarpa) possui potencial de retenção dos íons metálicos mais comumente lançados no meio ambiente, quais sejam: cobre, zinco, chumbo, e níquel. Estes metais podem ser facilmente encontrados em efluentes de galvanoplastia, portanto, este projeto de pesquisa, em renovação, destina-se a avaliar a capacidade biossortiva do maracujá amarelo no efluente real. Vale ressaltar que os mecanismos de adsorção envolvem complexas interações de superfície entre o íon e o sólido adsorvente, sendo necessárias profundas análises quanto ao material empregado. Para tal, estabeleceu-se uma parceria com Instituto Leibniz de Materiais Interativos (DWI) da Universidade Técnica da Renânia do Norte-Vestfália em Aachen (RWTH-Aachen), Alemanha. Através desta parceria também será possível avaliar a capacidade de dessorção do material, e o retorno à indústria tanto do material biossorvente utilizado, como do metal, possibilitando novos usos.

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