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A importância dos receptores de glicocorticóides na ansiedade tardia e no remodelamento dendrítico no BLA induzidos por estresse agudo em ratos

Processo: 16/21559-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2017
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Carolina Demarchi Munhoz
Beneficiário:Letícia Morais Bueno de Camargo
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Receptores de glucocorticoides   Metirapona   Transtornos de estresse traumático agudo   Ansiedade   Modelos animais   Complexo nuclear basolateral da amígdala

Resumo

Na clínica psiquiátrica, são frequentes os relatos de sintomas de ansiedade e sua importância cresce em estudos sobre estresse que visam investigar os mecanismos neurobiológicos relacionados à persistência desses sintomas após evento estressante. Estresse agudo por imobilização (2h) ou administração aguda de corticosterona (CORT, glicocorticoide murino) promove, em ratos, comportamento do tipo ansioso e aumento da densidade de espinhos dendríticos no complexo basolateral da amígdala (BLA) após 10 dias. Em trabalho recente, nós verificamos que a exposição ao enriquecimento ambiental (EA) preveniu o desencadeamento do comportamento do tipo ansioso em ratos imediatamente após estresse agudo, além de prevenir o aumento da atividade nuclear do receptor de glicocorticoide (GR) no BLA. Em trabalho mais recente, nós observamos que o EA também protege os animais do efeito tardio (após 10 dias) do estresse agudo de contenção, porém ainda não está claro se esse efeito do EA é dependente de alterações na atividade de GR no BLA. Por outro lado, dados mais recentes obtidos em nosso grupo mostraram que ratos que receberam administração sistêmica de metirapona (inibidor de síntese de glicocorticoides) previamente ao estresse não desenvolveram comportamento do tipo ansioso 10 dias após, sugerindo um papel central desse hormônio no efeito ansiogênico do estresse. Para determinar se os efeitos do estresse no comportamento do tipo ansioso e no remodelamento da árvore dendrítica no BLA são fenômenos dependentes da sinalização de GR nesse núcleo, nós propomos, nesse projeto, antagonizar os efeitos genômicos (através da hiperexpressão de uma forma dominante negativa de GR - tdGR, via vetor viral) e não genômicos (através da administração do antagonista de GR, RU486) desse receptor no BLA durante o estresse agudo por imobilização. (AU)